O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal lamentou o levantamento temporário de sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo em trânsito. Em Bruxelas, durante uma reunião de ministros da UE, afirmou que a medida não é positiva e pode prejudicar a Ucrânia, dada a dinâmica dos preços do petróleo.
O Governo português explicou que a autorização norte-americana, anunciada na quinta-feira passada, permite vender petróleo russo armazenado em navios por um mês, em resposta ao aumento dos preços desde o início da guerra na Ucrânia. A medida é entendida como um alívio pontual, mas de curto prazo.
Paulo Rangel acrescentou que a decisão pode favorecer a Rússia ao beneficiar-se de preços mais elevados, o que, na perspetiva portuguesa, contribui para um impacto negativo no conflito. O chanceler comentou ainda a necessidade de manter o apoio a Kiev.
Reação de Hungria e impactos na UE
O chefe da diplomacia portuguesa referiu que a Hungria bloqueia, há semanas, um empréstimo da UE de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e o 20º pacote de sanções contra a Rússia. O ministro mencionou alternativas para assegurar abastecimento de petróleo sem o Druzhba.
Rangel destacou que há opções viáveis, como a via Croácia, para contornar o impasse com o oleoduto. O comentário foi feito no contexto do debate europeu sobre o apoio financeiro a Kiev e a continuidade das sanções contra Moscovo.
O Tesouro norte-americano autorizou a venda temporária de petróleo russo, enquanto o secretário norte-americano reiterou que a medida não gera benefício financeiro significativo ao Governo russo. Kirill Dmitriev, representante de Putin, comentou sobre a importância do petróleo russo para a estabilidade do mercado global.
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