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Itália adquire raro Caravaggio por 30 milhões de euros

Estado italiano adquire quadro raro de Caravaggio por 30 milhões de euros, ampliando acervo público e facilitando o acesso de investigadores ao Barberini

Imagem divulgada pelo Ministério da Cultura italiano mostra 'Retrato de Monsenhor Maffeo Barberini', do pintor barroco Caravaggio.
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  • O Estado italiano comprou por 30 milhões de euros o retrato de Monsenhor Maffeo Barberini, de Caravaggio (c. 1598), para proteger o património cultural e facilitar o acesso de investigadores.
  • A obra mostra o futuro papa Urbano VIII aos 30 anos, vestido como clérigo da Câmara Apostólica, numa altura crucial da sua ascensão ao poder.
  • Urbano VIII tornou‑se papa em 1623 e ficou conhecido como patrono das artes e da arquitetura barroca.
  • A aquisição, após mais de um ano de negociações com uma coleção privada, vai integrar a coleção permanente do Palazzo Barberini, em Roma.
  • A compra faz parte de uma estratégia italiana para reforçar o património cultural nacional e tornar obras‑primas mais acessíveis a investigadores e ao público.

O Estado italiano comprou um raro retrato de Caravaggio, datado por volta de 1598, por 30 milhões de euros. A obra retrata o futuro papa Urbano VIII, então Monsenhor Maffeo Barberini, no auge da sua juventude clerical. A transação faz parte de uma estratégia de proteção do património cultural nacional.

O acordo foi fechado após mais de um ano de negociações com uma coleção privada. A peça passará a integrar a coleção permanente do Palazzo Barberini, em Roma, elevando o valor da instituição para uma das mais importantes do mundo em pintura barroca.

A aquisição, anunciada pelo Ministério da Cultura, reforça o compromisso de preservar obras-primas e facilitar o acesso de investigadores. A decisão coincide com a compra recente do Ecce Homo de Antonello da Messina, também integrada no esforço público.

Rico em contexto histórico, o retrato tornou‑se referência na redescoberta moderna de Caravaggio, segundo reconhecido pela comunidade académica desde 1963. A obra ficará exposta ao lado de outra peça de Caravaggio no palácio romano.

A presença de Maffeo Barberini no acervo público reforça a ligação entre a coleção Barberini e a história artística italiana, especialmente na relação entre o pintor e o auge barroco. A peça já é considerada uma das chaves para entender o desenvolvimento da obra de Caravaggio.

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