- A Metro do Porto informou que, devido aos atrasos na Linha Rubi (Casa da Música – Santo Ovídio), não vai aproveitar a totalidade das verbas do PRR e procura outros fundos europeus para financiar a obra.
- O cronograma aponta a conclusão geral para 22 de julho de 2028, com a obra último segmento a terminar três meses após a conclusão da ponte Ferreirinha em 2028.
- O financiamento até 2026 mantém-se pelo NextGenerationEU, com os anos seguintes assegurados pelo Fundo Ambiental e pelo Orçamento de Estado, podendo reduzir-se o montante OE se houver recurso ao Sustentável 2030.
- A Metro do Porto justifica os atrasos pela necessidade de consolidar e qualificar o projeto, assegurando maior maturação e compatibilização com o território; podem ocorrer penalizações se houver responsabilidade dos construtores.
- O custo da empreitada aumentou desde o anúncio inicial de 299 milhões de euros, chegando a 435 milhões em 2023, podendo chegar a 487,9 milhões em 2025, com testes dinâmicos e pré-operacional previstos para 2028.
A Metro do Porto informou que, devido aos atrasos na construção da Linha Rubi, não vai utilizar na totalidade as verbas do PRR. A empresa vai procurar fontes de financiamento europeias adicionais para sustentar a empreitada. A declaração foi feita em resposta à Lusa.
Segundo a Metro do Porto, não há previsão de execução de despesa suficiente para esgotar o montante aprovado para o PRR. A situação já foi articulada com a Autoridade de Gestão do PRR e pode implicar ajustes na programação financeira.
No dia 18 de maio, ficou público que os prazos de conclusão da Linha Rubi passaram a decorrer apenas em julho de 2028, em vez de 2026-2027. A Lusa questionou o cenário de financiamento da obra.
A empresa adiantou que, para além do PRR, até 2026 a empreitada terá apoio do Fundo Ambiental e de verbas do Orçamento de Estado. A propagação de financiamento nacional dependerá da disponibilidade de verbas no Sustentável 2030.
Quanto aos atrasos, a Metro do Porto aponta como causa principal a necessidade de consolidar e qualificar o projeto, que exigia maior maturação e alinhamento com o território. Em caso de culpa dos construtores, poderão ocorrer penalizações previstas nos contratos.
Sobre custos adicionais, a transportadora diz que o contrato está em vigor e que podem surgir revisões de preços ou trabalhos complementares necessários para a boa execução. Não há conclusão sobre impactos finais.
O cronograma mais recente indica fim das obras para 22 de julho de 2028, três meses após a conclusão da ponte Ferreirinha, prevista para abril de 2028. O túnel até Campo Alegre fica previsto para março de 2027; o túnel Gaia-Devesas, para abril de 2027.
A conclusão da via, cablagem e salas técnicas está prevista para novembro de 2027. Os testes dinâmicos com veículo em toda a linha devem começar em maio de 2028, com pré-operação em junho de 2028.
Quando a linha foi anunciada em 2021, o custo estimado era de 299 milhões de euros financiados pelo PRR. Em maio de 2023, o custo já subira para 435 milhões, com apoio do Fundo Ambiental e de verbas do OE. Também poderiam entrar financiamentos adicionais.
Em maio de 2025, o Governo autorizou mais 52,9 milhões de euros, elevando o total autorizado para 487,9 milhões. A Linha Rubi tem 6,4 quilómetros, com oito estações, e uma nova travessia sobre o Douro, a ponte Ferreirinha.
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