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Atrasos na Linha Rubi impedem uso total de verbas PRR pelo Metro do Porto

Atrasos na Linha Rubi do Metro do Porto impedem uso total de verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), buscando financiamento comunitário adicional

A conclusão da via, caminhos de cabos e salas técnicas, à exceção da ponte, é apontada para novembro de 2027
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  • A Metro do Porto informou que, devido aos atrasos na Linha Rubi (Casa da Música – Santo Ovídio), não vai aproveitar a totalidade das verbas do PRR e procura outros fundos europeus para financiar a obra.
  • O cronograma aponta a conclusão geral para 22 de julho de 2028, com a obra último segmento a terminar três meses após a conclusão da ponte Ferreirinha em 2028.
  • O financiamento até 2026 mantém-se pelo NextGenerationEU, com os anos seguintes assegurados pelo Fundo Ambiental e pelo Orçamento de Estado, podendo reduzir-se o montante OE se houver recurso ao Sustentável 2030.
  • A Metro do Porto justifica os atrasos pela necessidade de consolidar e qualificar o projeto, assegurando maior maturação e compatibilização com o território; podem ocorrer penalizações se houver responsabilidade dos construtores.
  • O custo da empreitada aumentou desde o anúncio inicial de 299 milhões de euros, chegando a 435 milhões em 2023, podendo chegar a 487,9 milhões em 2025, com testes dinâmicos e pré-operacional previstos para 2028.

A Metro do Porto informou que, devido aos atrasos na construção da Linha Rubi, não vai utilizar na totalidade as verbas do PRR. A empresa vai procurar fontes de financiamento europeias adicionais para sustentar a empreitada. A declaração foi feita em resposta à Lusa.

Segundo a Metro do Porto, não há previsão de execução de despesa suficiente para esgotar o montante aprovado para o PRR. A situação já foi articulada com a Autoridade de Gestão do PRR e pode implicar ajustes na programação financeira.

No dia 18 de maio, ficou público que os prazos de conclusão da Linha Rubi passaram a decorrer apenas em julho de 2028, em vez de 2026-2027. A Lusa questionou o cenário de financiamento da obra.

A empresa adiantou que, para além do PRR, até 2026 a empreitada terá apoio do Fundo Ambiental e de verbas do Orçamento de Estado. A propagação de financiamento nacional dependerá da disponibilidade de verbas no Sustentável 2030.

Quanto aos atrasos, a Metro do Porto aponta como causa principal a necessidade de consolidar e qualificar o projeto, que exigia maior maturação e alinhamento com o território. Em caso de culpa dos construtores, poderão ocorrer penalizações previstas nos contratos.

Sobre custos adicionais, a transportadora diz que o contrato está em vigor e que podem surgir revisões de preços ou trabalhos complementares necessários para a boa execução. Não há conclusão sobre impactos finais.

O cronograma mais recente indica fim das obras para 22 de julho de 2028, três meses após a conclusão da ponte Ferreirinha, prevista para abril de 2028. O túnel até Campo Alegre fica previsto para março de 2027; o túnel Gaia-Devesas, para abril de 2027.

A conclusão da via, cablagem e salas técnicas está prevista para novembro de 2027. Os testes dinâmicos com veículo em toda a linha devem começar em maio de 2028, com pré-operação em junho de 2028.

Quando a linha foi anunciada em 2021, o custo estimado era de 299 milhões de euros financiados pelo PRR. Em maio de 2023, o custo já subira para 435 milhões, com apoio do Fundo Ambiental e de verbas do OE. Também poderiam entrar financiamentos adicionais.

Em maio de 2025, o Governo autorizou mais 52,9 milhões de euros, elevando o total autorizado para 487,9 milhões. A Linha Rubi tem 6,4 quilómetros, com oito estações, e uma nova travessia sobre o Douro, a ponte Ferreirinha.

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