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Jogo orçamental no bloco europeu entra em fase de negociações

UE defende salvaguardas mais duras para novos membros; polémica na abertura do Mundial de futebol suscita dúvidas sobre a credibilidade institucional

Um casal passa em frente à Comissão Europeia, a 26 de outubro de 2021
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  • O Campeonato do Mundo FIFA de 2026 arranca a 11 de junho, com a cerimónia de abertura na Cidade do México e o jogo inaugural entre o México e a África do Sul.
  • O evento tem gerado polémica devido aos preços elevados dos bilhetes, com protestos na Cidade do México; o árbitro somali Omar Artan chegou a ser impedido de entrar nos EUA.
  • Cinco países da União Europeia defendem medidas mais duras para futuros membros, incluindo cláusulas de salvaguarda para reprimir violações do Estado de direito e sanções rápidas.
  • Propõe‑se ainda restringir temporariamente o poder de veto de novos membros para evitar blocos em decisões de alta prioridade.
  • O relatório anual sobre os progressos da Albânia no processo de adesão deverá ser votado na próxima semana em sessão plenária do Parlamento Europeu, com possíveis alterações relacionadas com o caso em questão.

O Campeonato do mundo FIFA 2026 arranca a 11 de junho, com a cerimónia de abertura na Cidade do México e o México frente à África do Sul. O evento marca o primeiro Mundial a realizar-se em três países: México, Canadá e EUA.

Os preços elevados dos bilhetes geram críticas e a abertura fica também marcada pela controvérsia geral. No entanto, a organização tenta manter o foco no espetáculo e no futebol, apesar das greves de professores na Cidade do México que aumentam a tensão social.

Na dita semana, o comissário Glenn Micallef referiu, ao Europe Today, a aposta num Mundial repleto de emoção e disse que muitos países da UE vão acompanhar a competição com interesse nas 16 selecções europeias.

Salvaguardas para novos membros e o impacto político

Um documento conjunto de Alemanha, França, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo defende cláusulas de salvaguarda nos tratados de adesão para reprimir violações do Estado de direito. Propõe sanções rápidas, incluindo suspensão de fundos e de direitos de voto.

Prevê-se ainda limitar temporariamente o poder de veto dos novos membros para evitar bloqueios em decisões prioritárias. A UE pretende manter a capacidade de agir sem comprometer a adesão futura.

O tema deverá constar do relatório anual da Comissão sobre a Albânia, com votação prevista na próxima semana em plenário dos eurodeputados. Esperam-se alterações de última hora em relação ao escândalo relatado.

Também em foco

  • Ursula von der Leyen recebe o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, em Bruxelas.
  • Michael McGrath, comissário da Justiça, reúne-se com organizações da sociedade civil em Zagreb.

Contribuíram para esta edição Jorge Liboreiro, Luca Bertuzzi e Eleanora Vasques.

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