- Bruxelas apresentou um orçamento da União Europeia para 2027 de 200 mil milhões de euros, último do atual Quadro Financeiro Plurianual, centrado em competitividade, defesa, habitação acessível, resiliência hídrica e transição energética.
- A maior fatia da proposta, 75.756 ME, destina-se a coesão, resiliência e valores, enquanto 1.150 ME são para o empréstimo de apoio à Ucrânia.
- O orçamento para 2027 mantém o apoio a programas como Erasmus+, o Mecanismo Interligar a Europa e o Mercado Único, acrescido de financiamento à agricultura.
- A Irlanda assume a presidência rotativa em julho e pretende fechar o orçamento 2028-2034 até ao final de 2026, com foco em avanços no alargamento e na ação conjunta da UE.
- O Parlamento Europeu defende um QFP mais vasto para 2028-2034, com contribuições nacionais equivalentes a 1,27% do RNB, em contraste com os 1,15% propostos pela Comissão.
A Comissão Europeia apresentou um orçamento da UE para 2027 no valor de 200 mil milhões de euros, centrado na competitividade, defesa, habitação acessível, resiliência hídrica e transição energética. O objetivo é fechar o atual quadro plurianual com base na revisão da política de coesão 2021-2027.
O documento considera impactos recentes como a pandemia, a crise energética e a inflação, além da guerra no continente e tensões geopolíticas crescentes. O texto menciona ainda o aumento dos preços da energia devido ao conflito no Médio Oriente.
A proposta mantém apoio a programas emblemáticos como Erasmus+, o Mecanismo Interligar a Europa e o Mercado Único, sem perder o foco na agricultura. A maior fatia, 75.756 ME, vai para Coesão, resiliência e valores; apenas 1.150 ME destinam-se ao apoio à Ucrânia.
Paralelamente, a Irlanda assume a presidência rotativa do Conselho da UE a 1 de Julho, com a missão de fechar o orçamento 2028-2034 até ao final de 2026. O objetivo é criar uma base financeira estável para enfrentar desafios futuros.
No programa semestral, Dublin afirma que a presidência será marcada pela ação e pela obtenção de resultados. O objetivo é avançar as negociações sobre o QFP 2028-2034 entre Estados-membros e eurodeputados.
O Parlamento Europeu defende um QFP de cerca de 2,014 biliões, incluindo juros, com contribuições nacionais de ~1,27% do RNB, mais do que a proposta de 1,15% da Comissão. A negociação envolve ainda o reembolso de dívida dos Planos de Recuperação e Resiliência.
A presidência irlandesa quer manter o foco em alargamento, competitividade, valores e segurança. O programa destaca a adesão de Montenegro, avanços com a Ucrânia, Moldávia e Albânia, e a promoção dos benefícios do alargamento para a estabilidade regional.
A atual presidência do Conselho é exercida por Chipre no primeiro semestre de 2026. A Irlanda sucede-a, sendo a Lituânia a próxima na ordem de rodízio, em 2027.
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