- O PS afirma que existem casas em Grândola fechadas há meses que podiam já responder a habitação, independentemente do fim previsto.
- O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) sustentou que as dez casas em Grândola destinam-se a alojamento de emergência ou de transição, não a habitação permanente.
- A antiga secretária de Estado das Infraestruturas e Habitação socialista reiterou que as casas estão fechadas e poderiam já ajudar famílias.
- O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, disse que o Governo tinha casas prontas a habitar, sugerindo atraso por motivos eleitorais, e visitou Grândola para mostrar a sua posição.
- O PSD contestou, afirmando que as casas são de proteção temporária, não para habitação permanente, e questionou Carneiro sobre as suas declarações.
Há uma disputa política sobre o destino de dez habitações em Grândola. O PS afirma que as casas estão encerradas, independentemente do uso previsto, e que poderiam servir como resposta habitacional de forma já aplicável. A preocupação é se a sua função é permanente ou de proteção temporária.
A deputada socialista Marina Gonçalves reiterou que as casas estão fechadas há meses e argumentou que podem responder a necessidades de famílias, incluindo vítimas de violência doméstica. O debate surgiu depois de o IHRU ter pedido maior rigor na comunicação dos tempos e usos das habitações.
Posição do IHRU
Em nota, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana rejeitou as afirmações de que as habitações seriam para uso permanente. A denúncia do IHRU é que as casas destinam-se a respostas de alojamento de emergência e de transição para pessoas em situações de vulnerabilidade.
A troca de mensagens ocorreu após o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, ter referido que existiam casas prontas para habitar, mas não entregues, insinuando atraso ligado a um ciclo eleitoral. Carneiro esteve em Grândola para mostrar as casas e confirmar a sua disponibilidade.
Reações políticas
O PSD descartou as afirmações de Carneiro, afirmando que as habitações visitadas não correspondem a construção para resposta habitacional permanente, mas sim a proteção temporária. O partido ressalva a diferença entre os fins declarados pelo Governo e o que as obras efetivamente representam.
A discussão envolve ainda a leitura de financiamento e de prazos, com o PS mantendo que as casas podiam servir já para famílias, independentemente do objetivo definido pelo Governo. O IHRU enfatiza que os factos não correspondem à narrativa de atraso ou de eleitoralismo.
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