- As exéquias de Ali Khamenei, morto no final de fevereiro, devem atrair até 15 milhões de pessoas na manhã de hoje, no primeiro dia da guerra declarada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão.
- Em Teerão, na Praça da Revolução, uma mulher de bandeira ondulante manteve o punho esquerdo ergido e segurou a bandeira iraniana com a mão direita, em sinal de participação nas cerimónias.
- O cenário das cerimónias incluiu ainda um homem que acenava com a bandeira do Irão e segurava o estandarte do Hezbollah libanês.
- A presença de símbolos oficiais e de apoio à aliança com o Hezbollah evidencia a mobilização político-religiosa que envolve o país.
- Os símbolos exibidos e a participação masses destacam a imagem de força do Irão perante os Estados Unidos e Israel.
O enterro de Ali Khamenei quebrou o silêncio da capital iraniana, Teerão. No primeiro dia da guerra contra o Irão, eram esperadas cerca de 15 milhões de pessoas nas exéquias do líder supremo, morto no fim de fevereiro.
Na Praça da Revolução, a multidão surgiu em clima de solenidade. Uma mulher ergueu o punho esquerdo e segurou uma bandeira com exortações a Alá na face, e a bandeira do Irão na outra, simbolizando o cariz político-religioso do evento.
Ao longo do recinto, outros adeptos mostraram símbolos de apoio à liderança. Um homem acenou com a bandeira iraniana numa mão e com o estandarte amarelo e verde do Hezbollah na outra, destacando a aliança regional com o movimento libanês.
Contexto regional
O funeral ocorre num momento em que o Irão enfrenta uma ofensiva militar liderada por EUA e Israel, com o país a justificar ações como defesa de soberania e interesses estratégicos na região.
Especialistas destacam o peso diplomático da cerimônia, que reforça a coesão interna e a mensagem de resistência perante pressões externas, sem indicar avaliações sobre o desfecho político ou militar.
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