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Liderança do Livre é coletiva e pretende ampliar o partido

Rui Tavares troca coporta-voz por função estratégica para ampliar o Livre e preparar o partido para governar

Rui Tavares, de 53 anos, fundou o Livre em 2014 e é deputado à Assembleia da República
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  • Rui Tavares vai abandonar o cargo de coporta-voz no congresso de julho do Livre, passando a desempenhar um papel estratégico na comunicação e na formação de lideranças.
  • O Livre mantém liderança coletiva; a nova lista apresentada para o congresso define funções distintas para reforçar a estratégia e a formação de quadros, incluindo a nomeação de Tomás Cardoso Pereira como secretário-geral.
  • O deputado Isabel Mendes Lopes permanece como líder parlamentar e coporta-voz, enquanto Jorge Pinto passa a ser a outra figura de ponta na liderança, reforçando a estratégia de protagonismo.
  • Rui Tavares mantém a intenção de continuar como deputado até ao fim da legislatura e diz que a saída de coporta-voz visa preparar o partido para os próximos 10 a 20 anos, com foco em crescimento e governabilidade.
  • O Livre afirma estar preparado para governar, objetivo incluindo eventuais acordos com partidos à esquerda e com o PS, desde que haja compromisso com serviços públicos, educação, Europa e ecologia.

Rui Tavares, fundador do Livre, irá abandonar o cargo de coporta-voz no congresso marcado para julho. O objetivo é assumir um papel mais estratégico na comunicação e na formação de lideranças, mantendo-se na liderança do partido e na vida política.

O movimento faz parte de uma reconfiguração interna. A lista apresentada para o congresso define funções que o partido quer atribuir aos seus dirigentes, com a criação de um novo cargo de estratégia, comunicação e formação. O objetivo é ampliar o alcance do Livre para além das bases atuais.

Tavares afirma que o Livre tem liderança coletiva e que o afastamento da coporta-voz não corresponde a uma saída da liderança. O foco está em preparar a próxima geração de quadros e em consolidar a posição do partido para governar, caso surja oportunidade.

A nova estrutura de liderança visa distribuir responsabilidades entre várias figuras de relevo, incluindo Isabel Mendes Lopes como líder parlamentar. O partido pretende também lançar Tomás Cardoso Pereira como secretário-geral, reforçando o objetivo de protagonismo interno.

Para além da reconfiguração interna, o fundador admite que o Livre pode abrir entendimentos com a esquerda para assegurar uma maioria parlamentar. A prioridade é evitar o crescimento da extrema-direita e consolidar políticas públicas em áreas como saúde, educação e ecologia.

Sobre a atuação parlamentar, Tavares pretende manter-se como deputado até ao fim da legislatura. O objetivo passa por manter o compromisso com o partido e reforçar a presença governativa, sem abandonar o papel de liderança coletiva.

Questionado sobre uma possível aproximação ao PS, o líder admite que só faz sentido se resultar em políticas que reduzam a pobreza e fortaleçam o Estado social. A cooperação seria considerada apenas em termos de governação ambiciosa e eficaz.

Quanto ao Parlamento Europeu, o Livre ficou fora em 2024 por margem estreita. Tavares acredita que o partido poderá ter deputados em Bruxelas no futuro e reforçar a presença institucional, mantendo o foco em uma política progressista, ecológica e humana.

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