- O porta-voz do Livre, Rui Tavares, saudou o diálogo entre Governo e PS sobre a Prestação Social Única (PSU), em vez de com o Chega.
- O PS anunciou ter chegado a um acordo com o Governo para viabilizar a PSU, que está a ser discutida na especialidade.
- O PCP acusou o PSD de procurar aliados desesperadamente para aprovar a PSU e alertou para os riscos para os pobres.
- O BE criticou o PSD por não ter bússola e pelo Governo ter tentado negociar com o Chega; destacou uma eventual alteração menor, mas apontou problemas no modelo.
- O BLOCO de esquerda reiterou que o acordo mantém o teto da PSU baixo e questionou o valor de referência e os impactos sobre direitos, pedindo clareza sobre negociações futuras até ao debate do Estado da Nação.
O PS anunciou esta quarta-feira ter chegado a um acordo com o Governo para viabilizar a Prestação Social Única (PSU), que está a ser discutida na especialidade. A notícia foi recebida com cautela, num contexto de divergências entre partidos.
O porta‑voz do Livre acolheu o diálogo entre Governo e PS, destacando que é positivo que não haja negociação com o Chega nesta matéria. Afirmou que o trabalho ainda não terminou e que será analisado o texto final.
Para já, o Livre defendeu que o Governo aproxime-se do PS e não de outros parceiros, questionando, contudo, se o Governo percebeu plenamente o que vem a seguir no conjunto da legislatura.
Reação no Parlamento
Alfredo Maia, do PCP, acusou o PSD de procurar aliados para aprovar o que designou como ataque aos mais pobres, dizendo que o PSD e o Governo tiveram dois anos para apresentar uma proposta decente.
Fabian Figueiredo, do BE, pediu clareza sobre a aplicação da regra do RSI às prestações, criticando a indisponibilidade de termos que sustentem que a PSU reforça a integração social. Considerou positiva a desistência de piorar a lei.
O bloquista sublinhou que o acordo mantém um teto baixo para a PSU, o que pode retirar direitos, e apontou que o valor de referência permanece desconhecido.
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