- Duas ex-diretoras adjuntas da RTP, Adília Godinho e Joana Garcia, obtiveram em fevereiro de 2025 permissões para aceder a pastas individuais de jornalistas do programa Linha da Frente.
- A denúncia foi feita pela equipa responsável pelo formato, em carta ao conselho de Redação, antes da demissão de José António Teixeira, então Diretor de Informação.
- O documento revela que os arquivos continham material de trabalho em bruto, informação editorial não tratada e conteúdos recolhidos junto de fontes, alguns em regime de confidencialidade.
- O acesso ocorreu sem que as jornalistas titulares das pastas fossem previamente informadas; Godinho depois assumiu coordenação do Linha da Frente sem avisar as jornalistas.
- Os jornalistas envolvidos apresentaram exposições ao Gabinete de Denúncias e Ética e ao Gabinete Jurídico da RTP; José António Teixeira não comentou ao CM.
Duas ex-diretoras adjuntas da RTP obtiveram, em fevereiro de 2025, permissões para aceder a pastas individuais e reservadas de jornalistas do programa Linha da Frente. A denúncia partiu da equipa responsável pelo formato, em carta ao Conselho de Redação da estação, antes da demissão de José António Teixeira, então Diretor de Informação.
Conforme o documento ao qual o Correio da Manhã teve acesso, os arquivos continham material de trabalho em bruto, informação editorial não tratada e conteúdos recolhidos junto de fontes, algumas em regime de confidencialidade. A acessibilidade ocorreu sem que as jornalistas titulares das pastas fossem informadas previamente.
Adília Godinho, que posteriormente assumiu funções de coordenação do Linha da Frente, não comunicou a existência dos acessos às jornalistas visadas. O caso gerou preocupações éticas, deontológicas e de proteção do trabalho jornalístico, levando os jornalistas envolvidos a submetê-lo ao Gabinete de Denúncias e Ética e ao Gabinete Jurídico da RTP.
Repercussões e posição institucional
José António Teixeira foi contactado pelo CM, mas optou por não prestar declarações. A RTP mantém, até ao momento, a gestão interna das questões, com avaliação interna em curso e eventual atuação dos órgãos competentes da empresa. O facto permanece sob avaliação para apurar responsabilidades e medidas apropriadas.
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