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Subida dos juros obriga portugueses a apertar o cinto

O aumento das taxas de juro do BCE obriga titulares de crédito à habitação a cortar em restaurantes, vestuário e viagens não essenciais

Crédito à habitação
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  • Cinquenta e seis vírgula oito por cento dos portugueses com crédito à habitação prevê cortar despesas devido ao aumento das taxas de juro decididas pelo Banco Central Europeu no início do mês.
  • O dado consta no barómetro de junho, elaborado pela Intercampus para a CM, CMTV, Negócios e NOW.
  • Quem já reduziu gastos, entre outros itens, deixou de ir a restaurantes (oitenta e dois vírgula um por cento) e deixou de comprar roupa (setenta e três vírgula nove por cento).
  • Também houve cortes em viagens sem necessidade (sessenta e sete vírgula nove por cento) e em produtos culturais (sessenta e um vírgula nove por cento).
  • Reduzir na alimentação é a última opção, indicada por vinte e um vírgula seis por cento.

O Banco Central Europeu aumentou as taxas de juro no início deste mês, o que afeta os portugueses com crédito à habitação. O impacto recai sobre quem tem empréstimo em casa, com menos margem para consumos.

Um barómetro de junho, elaborado pela Intercampus para CM, CMTV, Negócios e NOW, indica que 56,8% dos inquiridos admite ter de apertar o cinto.

Entre os cortes mais frequentes, destacam-se abstenção de ir a restaurantes (82,1%), compras de roupa (73,9%) e viagens sem necessidade (67,9%). Também há redução no consumo de produtos culturais (61,9%).

Reduzir na alimentação surge como a opção menos comum (21,6%), segundo os dados apresentados pelos responsáveis pelo estudo.

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