- A missão Euclid da Agência Espacial Europeia captou a maior e mais detalhada imagem do centro da Via Láctea, com mais de 60 milhões de estrelas.
- A foto foi obtida em 23 de março de 2025, em 26 horas, a partir de nove imagens da câmara de luz visível.
- O objetivo é confirmar a existência de exoplanetas na região do bulbo galáctico e medir a sua massa por meio de microlente gravitacional.
- A imagem mostra uma área densamente povoada, onde a microlente gravitacional depende do alinhamento entre duas estrelas para detectar planetas em torno da estrela de fundo.
- A Euclid, lançada em julho de 2023 pela Agência Espacial Europeia com contribuições da NASA, já mapeou mais de 60 milhões de estrelas nesta região e inclui 51 sistemas planetários conhecidos.
A missão Euclid, da Agência Espacial Europeia (ESA), revelou a maior imagem já obtida do centro da Via Láctea, com um mosaico de mais de 60 milhões de estrelas. A foto foi captada a 23 de março de 2025, num esforço para estudar o bojo galáctico e procurar exoplanetas por microlentes gravitacionais.
O conjunto de imagens foi gerado a partir de nove exposições, em apenas 26 horas. Cada fotografia cobre uma área do céu maior do que a Lua cheia, permitindo aos cientistas observar detalhes no núcleo densamente povoado da galáxia.
Detalhes da imagem
A câmara de luz visível do Euclid distingue estrelas individuais no centro da Via Láctea sem ficar sobrecarregada, algo essencial para analisar microlentes gravitacionais. Este método depende do alinhamento casual entre duas estrelas e o observador.
A ESA aponta que a imagem pode permitir medir massas de potenciais exoplanetas na região central, usando variações mínimas no brilho ao longo do tempo. A técnica já revelou quase 300 exoplanetas ao longo de vinte anos, principalmente via observações terrestres.
Comparação e alcance
Para observar o mesmo mosaico, o Observatório Keck exigiria cerca de 2000 horas, enquanto o Euclid cobre áreas maiores com maior sensibilidade em poucas horas. A imagem inclui nebulosas e enxames, ampliando o conjunto de alvos para estudo.
Jean-Philippe Beaulieu, líder do projeto Euclid para o bojo galáctico, destaca a importância de áreas densamente povoadas para detetar microlentes. Beaulieu coordena o grupo de exoplanetas do Consórcio Euclid.
Contexto do projeto
A missão Euclid foi lançada pela ESA com contribuições da NASA e iniciou observações científicas a 14 de fevereiro de 2024. O objetivo é mapear galáxias a grandes distâncias e, ao mesmo tempo, ampliar o estudo dos exoplanetas pela microlentação.
A nova imagem é vista como um marco na capacidade do Euclid de capturar áreas extensas do céu com detalhes notáveis, abrindo caminho para confirmar exoplanetas na região central da Via Láctea. AFP, via agência, é a fonte da divulgação.
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