- Na UE, 33,4% das pessoas vivem em casas subocupadas, com a faixa entre 8,1% na Roménia e 69,4% em Chipre.
- Subocupação designa ter mais quartos do que o necessário, muitas vezes associado a pessoas mais velhas que permanecem na casa dos pais.
- Europa de Leste regista as taxas mais baixas, com vários países abaixo de 15%, enquanto o sul da Europa apresenta variações significativas.
- Chipre, Irlanda e Malta têm as maiores taxas de subocupação; outros países com maioria de casas com quartos a mais incluem Países Baixos, Bélgica, Espanha, Luxemburgo e Noruega.
- A FEANTSA defende que políticas eficaz passam por aumentar a oferta de habitação pequena e acessível, recuperar casas devolutas e promover habitação social, ao invés de punir a subocupação sem resolver causas estruturais.
A UE enfrenta simultaneamente espaço disponível ocioso e uma grave crise de habitação, com 33,4% das pessoas a viver em casas subocupadas, segundo o Eurostat. As diferenças entre países revelam um descompasso entre oferta de alojamento e necessidades diversas das famílias.
A subocupação descreve habitações maiores do que o necessário, geralmente associadas a pessoas idosas que ficam na casa de família após os filhos saírem de casa. As condições habitacionais variam amplamente entre os estados-membros, conforme os dados do Conselho Europeu.
Chipre lidera as taxas mais altas, com 69,4%, seguido de Irlanda e Malta. Na prática, isso significa que uma parte significativa da população vive em casas com quartos a mais do que o necessário.
Diferenças regionais e económicas
A Europa de Leste apresenta as taxas mais baixas de subocupação, com Roménia a 8,1% e outros países abaixo de 15%. Em contraste, países nórdicos e alguns do sul exibem percentuais elevados, acima de metade da população em alguns casos.
Entre os grandes, Espanha regista 54,3%, Itália 18,2% e França 40,4%. Alemanha situa-se perto da média da UE, com 33,3%. As estatísticas demonstram que não há uma clara divisão norte-sul na prática, havendo variações significativas dentro do sul.
O papel das políticas públicas e da propriedade
A FEANTSA alerta que é essencial adaptar a oferta a habitações mais pequenas, revelando dúvidas sobre a disponibilidade de casas adequadas e acessíveis. A experiência do Reino Unido, com a “bedroom tax”, é citada como insuficiente sem oferta adequada.
A distância entre proprietários e inquilinos também é relevante: 14,2% de inquilinos vivem em subocupação, frente a 40,5% entre proprietários. Estruturas institucionais e o regime de ocupação influenciam fortemente estes padrões.
Impacto demográfico e geográfico
Quase metade das habitações subocupadas concentra-se em áreas urbanas, com 41% nas cidades, e o restante distribuído por zonas rurais e vilas. Famílias sem crianças e agregados de duas pessoas apresentam maior probabilidade de viver em quartos a mais.
A medir diferenças formais entre países, Espanha, Irlanda e Finlândia distinguem cozinhas como divisões, o que complica as comparações. O quadro geral evidencia que a subocupação resulta de fatores institucionais, demográficos e de políticas públicas.
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