- O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou no Congresso Nacional do PSD, em Anadia, que existe uma aliança “chego-socialista” entre PS e Chega contra o reformismo do PSD.
- Criticou a rejeição, na sexta-feira, da proposta de revisão das leis laborais pelo parlamento, considerado grave.
- Defendeu denunciar o PS como radicalismo cândido, destacando diferenças entre o “discurso delicodoce” de José Luís Carneiro e o alinhamento com Pedro Nuno Santos.
- Descreveu o Chega como populista, de truques e fintas, e afirmou que não é um partido confiável, alegando que pretende baixar a idade da reforma para reduzir as pensões.
- Concluiu que há uma coligação negativa chego-socialista entre PS e Chega, colocando o PSD como partido central, moderado e reformista.
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, afirmou neste sábado que existe no país uma aliança denominada “chego-socialista”, reunindo o PS e André Ventura, segundo ele contra o reformismo do PSD. A crítica foi apresentada no Congresso Nacional do PSD, em Anadia, Aveiro, durante um discurso em que destacou a ação das ministras Maria do Rosário da Palma Ramalho (Trabalho) e Ana Paula Martins (Saúde).
Rangel acusou o PS de manter uma agenda radical, ao mesmo tempo que simula moderção com o discurso do seu aliado. O objetivo, afirmou, é inviabilizar políticas de reformismo defendidas pelo PSD. O ministro destacou que o cenário político atual exigiria responsabilidade, moderar posições e sustentar o governo reformista.
No centro da intervenção, o ministro lembrou o chumbo, na sexta-feira, da proposta de revisão das leis laborais, considerando grave o momento, embora dissesse que não haveria desfecho catastrófico. A necessidade de denuncia conjunta de práticas políticas foi apontada como essencial para a estabilidade parlamentar.
Aliança “chego-socialista”: o foco do discurso
Rangel descreveu uma aliança negativa entre PS e Chega, alegando que a cooperação é estratégica e contra o reformismo do PSD. Afirmou ainda que o Chega atua com populismo de vantagens, apresentando propostas incompatíveis com a responsabilidade governativa.
Segundo o ministro, o Chega mostrou inconsistência ao votar contra alterações ao Código do Trabalho, que visavam maior flexibilidade e crescimento económico. A crítica seguiu com a ideia de que o partido populista pretende reduzir pensões, o que, na visão de Rangel, afetaria todos os portugueses.
Para o social-democrata, o PSD ocupa o papel central do espectro político, buscando moderação e capacidade de governação. Atribuiu aos adversários receio da moderação e do reformismo, destacando que o medo recai sobre Luís Montenegro, atual líder do partido.
Paulo Rangel encerrou o discurso reiterando que a coligação entre PS e Chega é uma realidade tática visível e que o PSD continua comprometido com uma agenda de governo estável, centrada e reformista.
Entre na conversa da comunidade