- O líder do Partido Socialista, José Luís Carneiro, chamou de ridículas as insinuações sobre uma coligação com o Chega, após o chumbo da revisão laboral na sexta-feira.
- À margem da Rota pela Economia do Mar na Póvoa de Varzim, o dirigente reagiu às declarações de Luís Montenegro, falando num “jogo de máscaras” entre a AD e o Chega.
- Carneiro disse que houve uma tentativa de entendimento formal à direita que falhou no momento da votação parlamentar da revisão laboral.
- O líder socialista afirmou que, nos bastidores, André Ventura e o primeiro-ministro teriam discutido alterações à idade da reforma e à CES, com implicações até ao fim de 2028.
- Segundo o que alegadamente foi negotiado, haveria cortes de 12% nas pensões e impactos nos rendimentos dos mais jovens, com custo anual estimado de 4,5 mil milhões de euros; pediu explicações públicas sobre o tema.
O líder do PS reagiu às declarações sobre a possível coligação com o Chega, em frente à Rota pela Economia do Mar, na Póvoa de Varzim, no distrito do Porto. O comentário concentrou-se nas alegadas insinuções sobre acordos à direita.
Segundo o dirigente, as acusações são ridículas e surgem de quem esteve várias vezes a reunir-se para um suposto “jogo de máscaras” entre a AD e o Chega. O PS mantém a posição de não ter coligações com o Chega.
José Luís Carneiro afirma que a aproximação entre AD e Chega ficou evidente na tentativa de acordo que acabou por chumbar a revisão laboral, na sexta-feira, no Parlamento.
Contexto económico e político
O responsável socialista detalhou o que, alegadamente, estaria acordado nos bastidores, com impactos previstos no sistema de reformas até ao fim da legislatura. A explicação aponta para uma leitura de negociações falhadas.
Carneiro referiu que, entre os temas discutidos, estaria uma alteração anunciada da idade da reforma e a Contribuição Extraordinária sobre a Solidariedade (CES), com efeitos até 2028.
Implicações orçamentais
O secretário-geral do PS explicou que o suposto entendimento incluiria cortes nas pensões, com estimativas de 12% para pensionistas já pagos, e possíveis impactos para jovens reformados no futuro.
Alega-se que o custo anual sugerido seria de cerca de 4,5 mil milhões de euros, e que, para o atingir, seriam necessárias opções como aumento de impostos ou novos descontos para Segurança Social.
Exigência de explicações
Carneiro pediu explicações públicas aos dois líderes sobre o custo financeiro do que foi discutido, sem desfechar conclusões, apenas apresentando factos verificados. A presidente do PS reforçou o apelo a clarificação.
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