- Este ano, os exames nacionais continuam a contar 25% da nota de cada disciplina para o secundário, com as provas a servirem também como provas de ingresso no ensino superior.
- Os alunos concluem o secundário com três exames nacionais: Português no 12.º ano, mais duas disciplinas da formação específica (ou uma da específica e Filosofia). No 11.º ano, é obrigatório fazer pelo menos um exame.
- A 1.ª fase de candidaturas ao superior inicia a 20 de julho, com quase 57 mil vagas disponíveis para uso das provas de ingresso realizadas nessa fase.
- A avaliação de ingresso ao superior passa a ter provas digitais e, em muitos casos, apenas uma prova de ingresso será necessária, em vez de duas, para cerca de 1.3 mil cursos.
- A revisão de provas pode ser pedida por alunos maiores de idade ou encarregados de educação, com custo de 25 euros; a nota pode descer, mas não abaixo do nível de aprovação, e há possibilidade de reclamação ao presidente do Júri Nacional de Exames.
O guia detalha datas, regras e novidades dos exames nacionais e do acesso ao ensino superior. O foco está nos exames que concluem o secundário, na forma de cálculo de médias e nas provas de ingresso. Inclui ainda informações sobre candidaturas, fases e revisões.
Mais de 166 mil estudantes preparam-se para a 1.ª fase dos exames, que contam para a conclusão do secundário e para as candidaturas ao superior. O guia explica o que levar, como calcular a média e as mudanças na classificação das provas este ano.
Os alunos devem realizar três exames nacionais para concluir o secundário: Português no 12.º ano, obrigatório para todos os cursos científico-humanísticos, mais duas disciplinas da componente de formação específica ou uma dessa componente e Filosofia. A escolha depende das exigências para o curso pretendido.
Provas, pesos e acesso
No 11.º ano, o alumnado faz pelo menos um exame, com possibilidade de mais provas conforme objetivos e necessidades de ingresso. As notas dos exames valem 25% da nota final de cada disciplina.
Não é permitido ir a exame com negativa à disciplina; é necessário ter pelo menos 10 valores de nota interna final para se inscrever, com o mínimo de 8 no terminal. Se não houver aprovação, pode-se inscrever como autoproposto, ficando a classificação do exame como a final da disciplina.
A média final do secundário passou a ser ponderada, variando conforme a duração das disciplinas. Cursos profissionais e artísticos têm regras diferentes, incluindo formação em contexto de trabalho e prova de aptidão.
Acesso ao ensino superior
A nota de candidatura resulta da classificação final do secundário e das provas de ingresso. O peso mínimo da média de acesso é de 40% para o secundário e 45% para as provas de ingresso, com variações conforme o curso. Em alguns casos, o peso dos prazos de ingresso não pode ser inferior ao da classificação final.
A 1.ª fase de candidaturas ao concurso nacional arranca a 20 de julho, com quase 57 mil vagas disponíveis. Podem candidatar-se apenas com as provas de ingresso da 1.ª fase as quais estejam disponíveis nesse período.
Outros concursos e fases
Além do concurso nacional, existem concursos locais abertos por instituições, com 595 vagas neste âmbito. Também existem regimes especiais para determinados candidatos. A DGES disponibiliza informações adicionais sobre concursos especiais.
A 2.ª fase fica disponível para quem não se tenha conseguido aprovar, tenha faltas ou pretenda melhorar notas. A inscrição é obrigatória, com custo de três euros por disciplina. Não é possível concorrer na 1.ª fase com exames realizados na 2.ª fase, salvo exceção de coincidência de horários entre disciplinas específicas.
Classificação e revisões
Este ano, a classificação das provas será feita de forma digital, com cada docente a avaliar uma pergunta. A alteração pretende reduzir vieses. Serão usados novos cadernos e folhas de resposta com área específica para itens de escolha múltipla. A reapreciação é possível mediante requerimento, com custo de 25 euros, que pode ser restituído se a nota revista for superior.
Entre na conversa da comunidade