- O ex-secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro, e o presidente da empresa que gere o SIRESP, Viegas Nunes, vão ser ouvidos no parlamento para esclarecer a demissão de Pombeiro.
- As audições foram pedidas pelos grupos da Iniciativa Liberal e do Chega, para esclarecer as acusações na carta de demissão de Pombeiro, incluindo favorecimento e conflitos de interesse.
- Pombeiro demitiu-se a 22 de maio, alegando graves irregularidades na gestão da SIRESP S.A. durante a presidência de Nunes, que liderou a empresa entre 2022 e 2024 e regressou à liderança.
- O ministro da Administração Interna rejeita ilegalidades na gestão da rede SIRESP durante a presidência de Nunes, afirmando que as alegadas situações foram escrutinadas pela auditoria da Inspeção-Geral das Finanças sem constatação de ilegalidades.
- Emails a que a Lusa teve acesso mostram que, no primeiro pedido de demissão, Pombeiro já apontava para uma aproximação do SIRESP à esfera das Forças Armadas e denunciava irregularidades e possível conflito de interesse.
O ex-secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro, e o presidente da Siresp, Viegas Nunes, vão ser ouvidos no parlamento. A audição desta quinta-feira visa esclarecer a polémica sobre a demissão de Pombeiro.
Pombeiro deixou o cargo a 22 de maio, alegando irregularidades graves na gestão da Siresp S.A. durante a presidência de Nunes, que liderou a empresa entre 2022 e 2024 e regressou recentemente ao cargo. O secretário-geral adjunto afirmou ter transmitido informações sobre irregularidades sem que tenha existido investigação interna.
O ministro da Administração Interna também será ouvido e rejeita alegações de ilegalidades na gestão da rede SIRESP durante a presidência de Nunes. O MAI sustenta que as suspeitas já foram escrutinadas pela auditoria da Inspeção-Geral das Finanças sem constatações de ilegalidade.
Audições no Parlamento
O objetivo das audições é esclarecer as afirmações contidas na carta de demissão de Pombeiro, que aponta favorecimento, conflitos de interesses e decisões eticamente reprováveis ligadas a Nunes. Vozes de grupos liberais pediram as informações para esclarecer o caso.
Emails a que a Lusa teve acesso mostram que, no primeiro pedido de demissão, Pombeiro já mencionava a tentativa de aproximar o SIRESP da esfera das Forças Armadas e denunciava irregularidades, incluindo um possível conflito de interesses.
A rede SIRESP tem vivido controvérsias desde a sua criação, com alterações após falhas em 2017 no combate aos incêndios, e novamente em 2025 durante o apagão e na tempestade Kristin, que afetou a região centro no final de janeiro.
Entre na conversa da comunidade