- A Amnistia Internacional pediu a libertação imediata de uma cidadã portuguesa e de outros nove ativistas detidos no leste da Líbia desde 24 de maio, durante uma missão humanitária para Gaza.
- Os 10 membros da Caravana Global Sumud foram detidos em Sirte e encontram-se em prisão preventiva, a justificar uma investigação por alegada “reunião sem autorização”, segundo a LAAF.
- As autoridades de Benghazi alegam que a caravana entrou no território sem os devidos procedimentos, enquanto a equipa jurídica da missão afirma ter mantido contacto e garantias para a passagem segura.
- Os ativistas iniciaram uma greve de fome entre 1 e 4 de junho para protestar contra a detenção e as restrições de contacto; vários sofreram complicações de saúde e dizem-se mal assistidos no centro de detenção.
- A caravana Global Sumud, com mais de 200 participantes, partiu da Mauritânia em abril com destino a Gaza; a viagem foi interrompida a cerca de nove quilómetros de Sirte devido a preocupações de segurança.
A Amnistia Internacional (AI) pediu a libertação imediata de uma cidadã portuguesa e de outros nove ativistas detidos no leste da Líbia, há mais de duas semanas, durante uma missão internacional para levar ajuda a Gaza. A organização acusa as forças líbias de manterem os ativistas em detenção arbitrária e de ocorrência de desaparecimento forçado desde 24 de maio.
Segundo a AI, os 10 membros da Caravana Terrestre Global Sumud são oriundos de Portugal, Argentina, Itália, Polónia, Espanha, Tunísia, Uruguai e EUA. Foram detidos quando se deslocavam para Sirte para negociar a passagem rumo a Gaza.
A organização afirma que os ativistas estiveram incomunicáveis entre dois a nove dias, antes de serem interrogados pelas autoridades judiciais. Estações de detenção ordenaram a prisão preventiva, durante uma investigação por alegada “reunião sem autorização”.
Entre as acusações, a AI refere a alegação de que as autoridades líbias poderão ter limitado o acesso a contactos com advogados e familiares, agravando a situação de privação de liberdade. A LAAF controla grande parte do leste e sul do país.
A Caravana Global Sumud teve início na Mauritânia, em abril, com o objetivo de chegar a Gaza de forma terrestre, levando ajuda humanitária e apoiando a reconstrução. O grupo contava com mais de 200 participantes no total.
A caravana interrompeu a viagem a cerca de nove quilómetros de Sirte por questões de segurança, sobretudo pela presença de homens armados na zona. A 24 de maio, a delegação de 10 pediu passagem, mas foi detida num posto de controlo.
As autoridades de Benghazi sustentam que a caravana não cumpriu procedimentos legais nem obteve as autorizações necessárias para circular. A equipa jurídica da missão contesta a versão, afirmando ter mantido contactos com as autoridades.
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