- O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, chamou de “aberração monstruosa” ao Emporium Park, empreendimento junto ao Parque da Cidade que tem um embargo parcial da autarquia.
- O embargo, ordenado a 29 de abril, aconteceu após detetado um desvio de 80 centímetros acima da altura máxima autorizada, com a exigência de correção material e demolição das partes executadas em excesso.
- A autarquia afirmou que o licenciamento em causa não seria aprovado nos moldes atuais e que a obra pode continuar apenas para resolver as irregularidades, respeitando as regras vigentes.
- A decisão foi recebida de forma favorável pela Associação Porto Atlântico e pela vereação do Chega.
- O Emporium Park é um empreendimento de betão com área de construção superior a 22 mil metros quadrados, composto por 22 apartamentos distribuídos por edifícios de três pisos.
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, chamou nesta terça-feira de aberração monstruosa o Emporium Park, o empreendimento em construção junto ao Parque da Cidade, que já foi alvo de embargo parcial pela autarquia. A declaração ocorreu numa reunião pública de executivo.
O embargo parcial, anunciado a 29 de abril, foi motivado por um desvio na construção de 80 centímetros acima da altura máxima autorizada. A Câmara determinou a correção da obra, incluindo a demolição das partes executadas em excesso, para eventual levantamento do embargo.
A decisão foi recebida com surpresa pela vereação do Chega, que questionou a continuação das obras. A associação Porto Atlântico também elogiou a ação, após ter apresentado ação popular para travar o empreendimento entre o Parque da Cidade e a Avenida da Boavista.
O Emporium Park tem mais de 22 mil metros quadrados de construção, com 22 apartamentos distribuídos por edifícios de três pisos. O terreno era ocupado pelo Horto da Boavista até maio de 2022 e deverá acolher um condomínio privado, conforme informações divulgadas em março de 2023.
Segundo o Correio da Manhã, em seis meses a Câmara já embargou 22 obras. Duarte afirmou que, com o atual executivo, licenças com características semelhantes não teriam sido aprovadas nos moldes em que foram.
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