- O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou acreditar que a esmagadora maioria dos trabalhadores vai trabalhar na quarta-feira, dia da greve geral convocada pela CGTP.
- A CGTP convocou a greve geral para 3 de junho, em protesto contra alterações à lei laboral, após negociações com o Governo terminarem sem acordo.
- Montenegro disse não saber qual será a adesão e pediu que se respeite quem quer trabalhar e quem quer exercer o direito à greve.
- À entrada da conferência no Porto, Montenegro referiu que os cerca de 20 manifestantes presentes são da CGTP, e destacou o respeito pelos portugueses que discordam.
- O Governo aprovou no Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no Parlamento, cerca de uma semana após o fim das negociações na Concertação Social.
O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou estar convicto de que a esmagadora maioria dos trabalhadores vai manter-se ativo na próxima greve geral. A CGTP convocou o protesto para quarta-feira, em reação às alterações à lei laboral.
Montenegro participou na conferência no Porto sobre “50 Anos do Poder Local” e foi questionado sobre a adesão à greve. Dito que não tem ideia da adesão, deixou claro o seu desejo de que a maioria mantenha a atividade laboral.
O chefe do Governo acrescentou que, na sua perspetiva, alguns trabalhadores poderão optar pela greve, mas outros devem manter-se a trabalhar. Pretende respeitar o direito de greve e o direito de trabalhar.
À entrada do encontro, Montenegro explicou que alguns manifestantes com contestação ao pacote laboral costumam aparecer, quase diários, com o alinhamento da CGTP. Ressaltou o respeito pelos cidadãos que discordam.
O contexto envolve ainda a aprovação, em Conselho de Ministros, da proposta de lei de revisão da lei laboral. A matéria será debatida no Parlamento após terminar a Concertação Social sem acordo.
A CGTP já entregou um pré-aviso de greve para 3 de Junho. A paralisação surge após negociações entre o Governo e a CGTP terem chegado a um impasse.
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