- Domingos de Andrade discursou na cerimónia que assinalou os 138 anos do Jornal de Notícias, no Porto, perante o primeiro-ministro Luís Montenegro.
- Referiu que, há dois anos, celebravam 136 anos e já estavam preocupados com o futuro do jornal, da TSF e do Jogo, o que colocou o tema da qualidade da informação na agenda pública.
- Recordou promessas do Governo, nomeadamente uma nova lei de mecenato que enquadraria investimento nos média, com impacto no IVA e no IRC, mas disse que mudanças políticas atrasaram dossiês.
- Destacou as dificuldades financeiras das empresas de média e afirmou que a banca vê os média como ativos tóxicos, podendo perder dinheiro com grandes investidores, mas sem desistir do setor.
- Enfatizou a importância do jornalismo profissional num mundo de IA e desinformação, e garantiu a independência editorial dos títulos do grupo, sublinhando a responsabilidade de servir os leitores com rigor e credibilidade.
O ato ocorreu no Porto, durante a cerimónia que assinalou os 138 anos do Jornal de Notícias, com a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro e várias personalidades da esfera política, económica e social. O objetivo foi enfatizar a importância dos média e da informação de qualidade.
Domingos de Andrade recordou que, há dois anos, o grupo enfrentava sinais de crise que colocaram em causa o futuro do JN, da TSF e do Jogo. A crise ajudou a lançar um debate público sobre o papel do jornalismo na democracia.
O responsável afirmou reconhecer a atenção do Governo ao setor, mas apontou medidas ainda por concretizar, incluindo uma nova lei de mecenato que enquadre investimento nos média e influencie o IVA e o IRC. Observou ainda que mudanças ministeriais atrasaram parte das iniciativas.
Domingos de Andrade mencionou dificuldades financeiras vividas pelas empresas de média, sublinhando que a banca vê o sector como um ativo de risco. Constateu também que grandes investidores podem abandonar o setor, que continua a ter impacto social e cívico.
Perigos da desinformação
O discurso enfatizou a importância do jornalismo profissional face às novas tecnologias, à desinformação e à polarização. Em ambiente de inteligência artificial, a democracia depende de informação fiável e independente.
O presidente executivo da Notícias Ilimitadas assegurou a independência editorial dos títulos do grupo, afirmando que os acionistas não pediram nem influenciaram as informações, nem a linha editorial.
O orador encerrou salientando a história de 138 anos e a responsabilidade de continuar a servir os leitores com rigor, independência e credibilidade.
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