- O Irão executou dois homens condenados por incendiar a mesquita Jafari, em Teerão, durante os protestos de dezembro de 2025 e janeiro de 2026; nomes: Mehrdad Mohammadi-Nia e Ashkan Maleki.
- As condenações foram confirmadas pelo Supremo Tribunal; as acusações incluem incendiar a mesquita, danos públicos, confrontos com as forças de segurança, bloqueio de estradas e atividades contra a segurança nacional.
- O comunicado oficial não especificou qual a acusação punível com pena de morte que fundamentou as sentenças.
- Os protestos começaram no final de dezembro de 2025, após o colapso da moeda rial; há estimativas díspares de vítimas, com milhares de mortos segundo várias fontes, e a Amnistia Internacional a apontar 39 execuções de natureza política e mais de 6.000 detenções desde o início da guerra.
- O Irão cortou quase totalmente o acesso à internet a 8 de janeiro, dificultando a verificação de informações.
O Irão executou na segunda-feira dois homens condenados por atacarem uma mesquita durante os protestos que abalaram o país no fim de 2025 e início de 2026. Mehrdad Mohammadi-Nia e Ashkan Maleki teriam incendiado a mesquita Jafari, no bairro de Gisha, em Teerã, segundo a agência Mizan, associada ao poder judicial.
As autoridades indicam que os condenados também estiveram envolvidos em danos a bens públicos, confrontos com forças de segurança, bloqueio de estradas e atividades contra a segurança nacional. O Supremo Tribunal confirmou as penas de morte.
O caso ocorre num contexto de repressão às manifestações iniciadas após o colapso da moeda local, o rial. Relatos oficiais não especificaram a acusação exata punível com morte. O regime tem sido alvo de críticas internacionais pela forma como conduz os processos.
Contexto e números recentes
A Amnistia Internacional aponta pelo menos 39 execuções de natureza política desde o início da guerra e mais de 6 000 detenções, incluindo manifestantes, jornalistas e defensores dos direitos humanos. Organizações internacionais sugerem que as vítimas totais podem ser bem superiores.
O balanço oficial de mortos permanece contestado. O Supremo Conselho de Segurança Nacional reconheceu mais de 3 000 mortos, enquanto fontes da ONU e entidades humanitárias citam números que chegam a dezenas de milhares. A internet esteve amplamente cortada a partir de 8 de janeiro, dificultando verificação de informações.
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