- Pam Bondi recusou-se a responder a perguntas sobre alegado envolvimento de Donald Trump na divulgação dos documentos do processo Epstein, numa audiência à porta fechada da Câmara dos Representantes.
- A ex-procuradora-geral dos EUA foi ouvida por uma comissão de inquérito e afirmou reconhecer erros no processo de divulgação para proteger potenciais vítimas.
- Bondi explicou que justiça e transparência foram asseguradas, a pedido de Trump e do Governo, apesar de não detalhar ligações com o presidente.
- Os democratas Robert Garcia e Melanie Stansbury criticaram a ausência de respostas claras e acusaram tentativas de encobrimento por parte dos republicanos.
- A audiência decorreu num contexto em que fontes afirmam que apenas uma transcrição será divulgada; vítimas de Epstein pedem maior transparência e testemunho sob juramento.
Pam Bondi, ex-procuradora-geral dos EUA, recusou-se a responder a perguntas sobre o alegado envolvimento de Donald Trump na divulgação de documentos do caso Epstein durante uma audiência à porta fechada.
A intervenção ocorreu na sexta-feira, com Bondi a ser ouvida por membros de uma comissão de inquérito da Câmara dos Representantes. O foco foi o processo de publicação de ficheiros ligados ao caso Epstein.
Nas declarações iniciais, Bondi defendeu o trabalho do Departamento de Justiça que liderou, admitindo alguns erros no processo de divulgação destinado a proteger identidades de potenciais vítimas. Afirmou que houve justiça e transparência, conforme solicitado pelo Governo.
Robert Garcia, democrata, disse que Bondi não respondeu de forma clara a perguntas com ligação a Trump, apontando a ausência de esclarecimentos durante a audiência. A afirmação foi feita numa conferência de imprensa após o inquérito.
Melanie Stansbury, também democrata, acusou uma tentativa de encobrimento por parte de republicanos para impedir Bondi de testemunhar sob juramento. Alegou que atuais responsáveis do DOJ influenciaram a ex-procuradora.
A audiência contou com a posição de que a lista alegadamente publicada por Bondi não existia, segundo o DOJ e o FBI. Não houve confirmação de divulgação adicional de informações.
Trump demitiu Bondi em abril, em contexto de tensões com a Procuradoria Geral e de frustração com a perceção de impasse no processamento de opositores. O papel de Bondi no caso Epstein tornou-se central.
Para este episódio, apenas será divulgada a transcrição das declarações. A forma fechada gerou críticas sobre a transparência e o direito do público ao acesso às informações.
Vítimas de Epstein reuniram-se junto à sala de audiência, pedindo esclarecimentos ao governo. A imprensa destacou a exigência de testemunho sob juramento e de registo completo para garantir transparência.
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