- Alberto João Jardim apresentou o romance “Independência?…” no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos.
- O antigo presidente do Governo da Madeira afirma não ser favorável à independência, defendendo antes uma autonomia política decente e não subvertida pelo colonialismo.
- A obra, situada num tempo futuro a partir dos anos trinta deste século, aborda a possibilidade de independência do arquipélago e encerra com a confiança na liberdade de decisão das futuras gerações madeirenses.
- Jardim define o livro como panfletário e satírico, apontando críticas a hábitos de classes políticas e a práticas mafiosas.
- O autor dedica a obra ao povo madeirense e sustenta que a independência implicaria depender de uma grande potência; prefere autonomia que não subverta os seus valores, cultura, direitos e interesses.
Alberto João Jardim apresentou o seu novo romance e deixou claro que é contra a independência da Madeira, defendendo antes uma autonomia política decente. O evento ocorreu nesta quinta-feira no Museu da Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos, perto do Funchal.
O livro, intitulado Independência?… tem 197 páginas e é publicado pela Editora Joias de Cultura. A narrativa decorre a partir dos anos 30 no arquipélago e explora a hipótese de separação, encerrando com a ideia de liberdade de decisão das futuras gerações.
Jardim explicou que o volume é panfletário no essencial e satírico na forma. A obra critica hábitos de diversas classes políticas, portuguesas e estrangeiras, e diverte-se com práticas mafiosas, segundo o autor.
Sobre o livro
O ex-líder do Governo Regional da Madeira voltou a dizer que o objetivo não é promover o separatismo, mas chamar a atenção para a autonomia. Destacou que a independência seria uma autoagressão cultural e civilizacional dos madeirenses.
O político recordou a sua carreira, destacando as mudanças constantes ao longo do tempo. A obra é dedicada ao povo madeirense como um desafio, em tom de convite à ação e reflexão cívica.
Jardim criticou a atual pertença de uma burguesia a destruir-se a si própria e a classe média mergulhada na banalidade. Também apontou para um afastamento dos poderes públicos da medicina da inovação, em Portugal e na Europa.
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