- O líder parlamentar do PSD levou, esta quarta-feira, ao debate quinzenal as personagens de banda desenhada Lucky Luke e Speedy González para criticar a oposição.
- Hugo Soares chamou Ventura de Lucky Luke e José Luís Carneiro de Speedy González, desafiando PS e Chega a discutir apenas o que interessa aos portugueses.
- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, contrapôs que o Governo não atua “disparando primeiro” nem “com comentários rápidos”, propondo uma atuação mais eficaz e consequente.
- André Ventura respondeu ao PSD e à governação, apelidando Hugo Soares de Cebolinha e o primeiro-ministro de Peter Pan, usando as personagens para criticar o comportamento político.
- O Chega apontou críticas à economia, salários e ao número de pessoas sem médico de família; Montenegro afirmou que as intervenções do líder do Chega recorrentemente entram no domínio da ficção.
O debate quinzenal no Parlamento ficou marcado pela utilização de personagens de banda desenhada para criticar a oposição. O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, associou figuras conhecidas a representantes do oposicionismo, tentando sublinhar o que considerou uma gestão de crise no Governo. O episódio ganhou contorno quando o líder do Chega, André Ventura, chamou Soares de Cebolinha, numa intervenção que estendeu o uso de caricaturas ao hemiciclo.
Soares associou o presidente do Chega ao Lucky Luke, pelo jeito de atuar, rápido e contundente, e o líder do PS, José Luís Carneiro, ao Speedy González, ao sentir que comenta sem verificar o contraditório. O objetivo era desafiar PS e Chega a pautar debates com foco no que é relevante para os portugueses, fora do tom de espuma diária.
Reação do Governo
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, respondeu defendendo uma atuação mais ponderada, sem disparar sem pensar. Afirmou que o Governo não dispara primeiro nem comenta de forma acelerada, procurando, quando necessário, ser eficaz e consequente.
Ventura reforçou a praça de caricaturas, nomeando Hugo Soares como Cebolinha e o próprio Montenegro como Peter Pan. Deste modo, justificou a escolha ao dizer que o tribuno do PSD não apresenta propostas novas, tentando sempre ser o maior. Também criticou a economia, salários e o acesso a médicos de família.
Montenegro apontou que o bloco de intervenções começou com uma metáfora de banda desenhada, e que, por estarem no domínio da ficção, terminaram por desvirtuar o debate. O chefe do Governo pediu foco em temas de real relevância para os portugueses, sem perder a essência do diálogo institucional.
Entre na conversa da comunidade