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Magyar anuncia cortes salariais de políticos na Hungria

Magyar anuncia cortes salariais a políticos e revela problemas no governo anterior, enquanto negocia fundos congelados com Bruxelas

O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, na foto durante uma visita à Áustria
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  • Péter Magyar anunciou cortes salariais para políticos, incluindo o próprio primeiro-ministro, que ficará em 3,8 milhões de forints (cerca de 10.500 euros), menos de metade do salário de Viktor Orbán.
  • Os cortes vão abranger ministros, deputados, presidente da câmara e dirigentes de empresas estatais, e o limite de despesas dos deputados será reduzido de quase 20 mil euros para 14 mil.
  • Magyar diz que o objetivo é demonstrar contenção durante dificuldades económicas, apelando aos deputados para não atingirem os tetos máximos.
  • O Governo também suspendeu a decisão de saída da Hungria do Tribunal Penal Internacional, mantendo o país como signatário.
  • O primeiro-ministro espera chegar a um acordo com Bruxelas, ainda nesta semana, para a recuperação de fundos congelados, defendendo a necessidade de reformas para desbloquear os pagamentos.

Péter Magyar, primeiro-ministro da Hungria, anunciou nos últimos dias cortes salariais a políticos e a responsáveis públicos. O governo cessante admite ainda que encontrou contratos públicos mais problemáticos do que previa. O objetivo é reduzir custos e abrir espaço para reformas.

Magyar indicou, numa entrevista à RTL e nas redes sociais, que as reduções vão abranger ministros, deputados e executivos de empresas estatais. O salário do próprio primeiro-ministro ficará em 3,8 milhões de forints, cerca de 10.500 euros, menos da metade do vencimento de Viktor Orbán.

Além dos cortes, o governo prevê reduzir o teto de gastos dos deputados, de quase 20 mil euros para 14 mil. O objetivo é evitar abusos de representação e promover contenção orçamental numa altura de dificuldades econômicas.

Esqueletos a sair dos armários

Magyar afirmou que os abusos do anterior executivo são ainda piores do que o esperado. Revelou que, em vários ministérios, surgiram irregularidades, incluindo casos de “esqueletos” que saem de armários, segundo as suas palavras.

Entre os exemplos citados, destacou gabinetes ministeriais caros e a residência oficial, antiga estrutura religiosa, com grande acervo de obras de arte. A série de revelações acompanha o tema de corrupção associada ao regime de Orbán.

Magyar também mencionou abusos adicionais, como a emissão de mais de mil passaportes diplomáticos sem justificação. A controvérsia sobre corrupção foi tema central das eleições, ao lado de críticas a áreas como educação e saúde.

Relação com Bruxelas e TPI

O primeiro-ministro mencionou ainda a suspensão da retirada do Tribunal Penal Internacional, decisão que Orbán tinha iniciada. A versão atual do governo pretende manter o país signatário do TPI, numa altura em que Bruxelas negocia fundos congelados.

A prioridade de Magyar é alcançar um acordo com Bruxelas ainda nesta semana para desbloquear fundos europeus. A divulgação das negociações ocorre paralelamente à apresentação da equipa governamental e a propostas para reduzir mandatos do chefe de Governo a dois.

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