- A CDU acusa a Câmara do Porto de tentar condicionar a greve geral marcada para 3 de junho, com um convívio no dia 2 de junho e uma dádiva de sangue no dia 3.
- A coligação PCP/PEV sustenta que estas iniciativas institucionais podem interferir na adesão dos trabalhadores à greve.
- A Câmara do Porto rejeita a leitura da CDU e afirma que as ações foram reagendadas para não se sobreporem com a greve, assegurando a liberdade de participação.
- A autarquia explica que o convívio foi antecipado para o dia anterior para evitar constrangimentos e respeito pelo direito de greve.
- Sobre a dádiva de sangue, a Câmara diz que é uma iniciativa conjunta com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, com data adicional já a ser agendada para não interferir na paralisação.
A CDU acusa a Câmara do Porto de tentar condicionar a greve geral marcada para 3 de junho, com ações no próprio dia e na véspera. A autarquia liderada por Pedro Duarte rejeita a acusação, dizendo que não houve qualquer intento de pressão.
A coligação PCP/PEV, que ocupa lugar na Assembleia Municipal, aponta um convívio no dia 2 de junho e uma dádiva de sangue no dia 3 como iniciativas institucionais que podem influenciar a adesão à paralisação. Diz ainda que trabalhadores têm recebido convites oficiais.
Para a CDU, estas ações não são neutras nem inocentes, dado o contexto de greve e o direito de participação dos trabalhadores. Acolha a sugestão de reagendar as iniciativas para não interferir na paralisação.
Resposta da Câmara do Porto
A Câmara do Porto rejeita por completo a leitura da CDU. As fontes oficiais garantem que não houve qualquer condicionamento do direito à greve. O convívio foi antecipado para o dia anterior, por respeito à greve e ao direito de adesão dos trabalhadores.
A autarquia esclarece que o convívio, inicialmente previsto para 3 de junho, destina-se a promover a programação do São João do Porto e foi antecipado para evitar sobreposições com a paralisação. A decisão visou garantir a liberdade de participação de trabalhadores e jornalistas.
A dádiva de sangue é descrita pela Câmara como um ato cívico organizado em conjunto com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, com data já marcada antes da greve. A autarquia afirma que está a analisar agendamento adicional junto do IPST para não conflitar com a greve.
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