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Carneiro defende Viegas Nunes e teme quem o queira prejudicar

José Luís Carneiro defende Paulo Viegas Nunes como servidor do Estado, após a demissão de Pombeiro por alegadas irregularidades no SIRESP

José Luís Carneiro foi ministro quando Viegas Nunes liderou o SIRESP pela primeira vez
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  • José Luís Carneiro, secretário-geral do Partido Socialista, defende Paulo Viegas Nunes, descrevendo-o como servidor do Estado.
  • António Pombeiro, secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, demitiu-se, alegando graves irregularidades na gestão de Viegas Nunes no SIRESP.
  • Carneiro afirmou que não espera que haja quem tente prejudicar o general por ser um servidor do interesse público do Estado.
  • Recordou que Viegas Nunes presidiu o Conselho de Administração do SIRESP pela primeira vez entre 2022 e 2024.
  • O dirigente enumerou missões atribuídas a Viegas Nunes, como defender o interesse do Estado num concurso público internacional, assegurar a interoperabilidade das comunicações entre regiões e entre civil e militar, preparar a transição para o 5G e assegurar o funcionamento do sistema durante a Jornada Mundial da Juventude.

O secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro, demitiu-se nesta segunda-feira, alegando graves irregularidades durante a gestão de Paulo Viegas Nunes no SIRESP. O presidente do SIRESP foi descrito como servidor do Estado pelo então ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

Carneiro defende que Viegas Nunes sempre atuou como servidor público, e afirma não desejar que alguém o prejudique por esse facto. O secretário-geral do PS falava durante uma visita a uma escola no Porto.

A demissão de Pombeiro surge numa sequência de acusações sobre o período em que Viegas Nunes orientou o SIRESP, entre 2022 e 2024. O Governo aponta para esclarecer matérias que sejam do conhecimento da pasta, destacou Carneiro.

Contexto e desdobramentos

Carneiro elencou funções exercidas por Viegas Nunes, como assegurar concursos públicos de interesse do Estado e promover a interoperabilidade entre comunicações regionais e o continente. O ex-presidente também geriu a transição tecnológica para o 5G.

O responsável referiu ainda que Viegas Nunes esteve à frente do funcionamento do sistema durante a Jornada Mundial da Juventude. O Governo deverá esclarecer as alegações com base em investigações em curso.

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