- O Parlamento rejeitou, na sexta-feira, as propostas de desclassificar documentos sobre violência política após o 25 de Abril, com exceção do projecto de lei do Bloco de Esquerda, que seguiu para a especialidade sem votação.
- Pedro Delgado Alves, vice-presidente da bancada do PS, afirmou que não vê espaço para melhorar a iniciativa existente.
- O socialista defende que a única opção seria uma reforma global dos regimes de classificação ou dos arquivos, cenário que não está no radar, mas que o PS pode vir a impulsionar.
- A entrevista aconteceu ao PÚBLICO, e o foco é a discussão sobre como acompanhar o debate histórico sem enviesá-lo.
O Parlamento chumbou nesta sexta-feira as propostas para desclassificar documentos sobre violência política após o 25 de Abril. O único projeto que ficou em linha é o do BE, que baixou à especialidade sem votação. A medidas não avançou.
Segundo o PS, não há margem para melhorar a iniciativa atual. O vice-presidente da bancada socialista, Pedro Delgado Alves, afirma que a única saída seria uma reforma global dos regimes de classificação ou dos arquivos, não estando, porém, no radar do momento.
Delgado Alves concedeu entrevista ao PÚBLICO, em que sustenta que o debate histórico poderá ficar enviesado por propostas de certos partidos, incluindo o Chega, que classificou de tentativas de diabolizar o outro.
A posição do PS aponta para uma revisão abrangente dos mecanismos de desclassificação, em vez de soluções pontuais. O foco é evitar ações ad hoc que comprometam a memória histórica e a segurança de documentos.
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