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Paulo Pedroso propõe taxa sobre chips de IA para financiar a Segurança Social

Paulo Pedroso propõe taxar chips que movem IA para financiar a Segurança Social, defendendo cooperação europeia na transição tecnológica

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  • Paulo Pedroso sugere a criação de uma taxa sobre os chips que movem a inteligência artificial, com receita que poderia reverter para a Segurança Social, como resposta aos desafios da automação e do mercado de trabalho.
  • O antigo ministro do Trabalho afirmou que a reforma laboral proposta pela AD não terá aprovação no Parlamento, destacando uma oposição do PS e o dinamismo político associado ao Chega.
  • Antes de discutir IA, defende que é necessário investir em formação contínua e preparar os trabalhadores para a transição tecnológica, em vez de apenas tornar o trabalho mais barato.
  • Propõe, a nível europeu (ou no mínimo do G7/G20), explorar impostos sobre tecnologia, incluindo uma taxa sobre os chips, para financiar a Segurança Social, reconhecendo dificuldades técnicas de aplicação nacional.
  • Comentou ainda a posição da ministra do Trabalho e a controversa gestão da Base das Lajes, apontando que a visão do Governo tem pouca abertura para negociação e frisando a necessidade de acordos estáveis sobre questões laborais e internacionais.

Paulo Pedroso, antigo ministro do Trabalho e ex-dirigente do PS, afirmou numa entrevista que é provável a existência de novas taxações sobre o trabalho impulsionado pela IA, a nível europeu ou global. O dirigente social-democrata não acredita que a reforma laboral em curso seja aprovada face à postura do PS e ao posicionamento do Chega.

O ex-dirigente explicou que a mudança estrutural do mercado exigirá alterações profundas, incluindo na formação contínua dos trabalhadores. Refere que a agenda atual da reforma não aborda adequadamente os desafios da digitalização, da IA e da conciliação familiar, mantendo um foco que, na sua leitura, reduz o custo do trabalho.

Pedroso, que já não milita no PS mas participa no Conselho Estratégico do partido, associa a liderança de José Luís Carneiro a uma linha moderada. Diz ver o PS como defensor de uma perspetiva de socialismo democrático, sem abrir portas a negociações fora do Parlamento.

Reforma laboral: o que está em causa

A leitura do antigo dirigente aponta para uma proposta que, na sua avaliação, não evolui positivamente face aos acordos com patronato e UGT. Sinaliza que o texto possa abrir caminho a uma liberalização que compromete acordos prévios, defendendo uma reavaliação do mercado de trabalho.

Sobre o futuro da negociação, Pedroso ressalta que a viabilidade depende da posição do Chega. Se o partido de direita optar pela aprovação da proposta, o cenário pode avançar para negociações técnicas entre os grupos parlamentares, caso contrário pode morrer na generalidade.

Inteligência artificial e custos para a Segurança Social

No debate sobre IA, o antigo ministro sustenta que é necessário um esforço de adaptação, com formação e requalificação dos trabalhadores. A ideia central é evitar que a tecnologia derrube empregos e, noutras posições, criá-los, exigindo políticas de transição e proteção social.

Quanto a uma possível taxação de robôs ou chips que sustentam a interligação entre máquinas, Pedroso descreve uma proposta de taxa que revertesse para a Segurança Social, defendo que tal tributo deveria ser aplicado a nível europeu, ou mesmo no âmbito de um G7/G20.

Questões fiscais e o papel da Segurança Social

O interlocutor aponta que a evolução do emprego determinará a sustentabilidade da Segurança Social, sem negar riscos associados a choques macroeconómicos. Referindo-se a propostas de reduzir a idade da reforma sem salvaguardas orçamentais, considera que tal medida seria prejudicial para as gerações mais novas.

Sobre as respostas políticas à atuação da atual Administração dos EUA, Pedroso critica a retórica em torno das bases de Lajes e defende visão de alinhamento com o direito internacional, mantendo abertura para evoluções na cooperação com os Estados Unidos.

Observações finais sobre a conjuntura

O antigo dirigente afirma que, se o atual governo não conseguir viabilizar a reforma, surgirão dilemas entre medidas liberais propostas pela ministra do Trabalho e pressões de populistas. Num cenário assim, o Governo poderá ser obrigado a rever posições para manter o consenso social e político em torno do mercado de trabalho.

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