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Ruptura entre estruturas de topo do PRR abala liderança

Conflito entre estruturas do PRR aumenta críticas à CNA; Alfaiate acusa agenda política e reduz a dotação do Metro do Porto de 352 para 266 milhões de euros

Fernando Alfaiate, presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, que coordena o PRR
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  • O coordenador do PRR, Fernando Alfaiate, acusa a Comissão Nacional de Acompanhamento (CNA) de ter uma agenda política sustentada por filiações partidárias, em resposta ao relatório de avaliação de abril que sinalizou atrasos.
  • Alfaiate afirma que a CNA deveria prestar o melhor serviço e não enviesar, prometendo um esclarecimento público para evitar que se escrevam “asneiras” sobre a criticidade de investimentos.
  • O relatório de abril indicou que metade dos projetos pode não terminar a tempo e que 14 por cento estão em estado crítico, com impacto potencial em áreas como saúde e habitação; o Governo diz que não haverá perda de verbas, enquanto o PS pediu debate no Parlamento.
  • O presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal mantém a convicção de executar o PRR a 100 por cento do planeado, apesar das atas críticas da CNA.
  • A dotação da linha do Metro do Porto foi reduzida de 352 milhões de euros para 266 milhões; a diferença deverá ser coberta por outros fundos.

Fernando Alfaiate, presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, criticou ontem a Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, alegando que a CNA tem uma agenda política apoiada por filiações partidárias. A reação surge após o relatório de avaliação de abril do PRR, que apontou atrasos significativos.

Em entrevista ao Expresso, Alfaiate afirmou que o documento reflete falta de alinhamento com a execução pretendida e criticou a publicação sem contraditório. Garantiu ainda que haverá um esclarecimento público para evitar leituras incorretas sobre a criticidade de investimentos.

O coordenador do PRR afirmou que a CNA deveria prestar o melhor serviço e não enviesar. Reforçou que o objetivo é clarificar problemas e apresentar dados de forma transparente, sem distorções ou leituras políticas.

O que diz o relatório

O relatório de abril da CNA indicou que metade dos projetos pode não terminar a tempo, e 14% encontram-se em estado crítico. Os atrasos preocupam em áreas como saúde e habitação, a apenas três meses do fim do plano.

A CNA também destacou o risco de perda de verbas, ponto questionado pelo Governo. O tema levou o PS a agendar um debate no Parlamento para analisar a situação e as medidas de mitigação.

Corte na linha do Metro do Porto

Fernando Alfaiate indicou que, apesar dos atrasos apontados pela CNA, a meta de execução total do PRR permanece firme no planeamento.

Foi confirmado ainda que a dotação da linha de Metro do Porto foi reduzida de 352 milhões para 266 milhões de euros. A diferença será suprida por outros fundos existentes no PRR.

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