- Mais de quatrocentos mil eleitores cabo-verdianos votam para escolher o governo dos próximos cinco anos, num país com cerca de 525 mil habitantes e 72 deputados na Assembleia Nacional.
- O Movimento para a Democracia (MPD), do atual primeiro-ministro Ulisses Correia da Silva, procura um terceiro mandato; o PAICV é a oposição, com Francisco Carvalho.
- Estão inscritos 416.335 eleitores, sendo 344.284 no território nacional e 72.051 na diáspora, em 1.342 mesas de voto supervisionadas pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).
- Nas legislativas de 2021, o MPD venceu com maioria absoluta (38 deputados contra 30 do PAICV e 4 da UCID); a participação foi de 57,57 por cento.
- Observadores internacionais credenciados somam 218; Cabo Verde é um arquipélago de dez ilhas e oito ilhéus, conhecido pela sua democracia estável.
Mais de 400 mil eleitores cabo-verdianos votam hoje nas legislativas para escolher o governo dos próximos cinco anos. O país, com cerca de 525 mil habitantes, tem 72 deputados na Assembleia Nacional. A votação decorre em 1.342 mesas, sob supervisão da CNE.
Entre os cinco partidos, o Movimento para a Democracia (MPD), liderado pelo atual premiê Ulisses Correia e Silva, tenta um terceiro mandato. O MPD assinala promessas na saúde, salários e recuperação económica. A oposição é liderada pelo PAICV, com Francisco Carvalho à cabeça, que aposta na gratuitidade de ensino e na redução de custos de transportes entre ilhas.
A participação pode ser crucial, com 416.335 eleitores inscritos, 344.284 no território e 72.051 na diáspora. Estão abertas 284 mesas fora de território nacional. O escrutínio conta com 218 observadores internacionais credenciados pela CNE.
Contexto histórico
Os dois grandes partidos alternam a liderança desde 1991, quando Cabo Verde realizou as primeiras eleições livres. Em 2021, o MPD obteve maioria absoluta com 38 deputados, frente a 30 do PAICV e 4 da UCID. A procura por maiorias parlamentares tem sido uma constante nas últimas décadas.
Cabo Verde é um arquipélago de 10 ilhas e 8 ilhéus, dividido entre Barlavento e Sotavento. O país ficou conhecido pela estabilidade democrática e pela passagem pacífica ao multipartidarismo. A história colonial e a luta pela independência moldam, ainda hoje, a identidade nacional.
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