- André Ventura disse que o Governo vê as polícias como descartáveis e a esquerda as vê como inimigas, durante um debate na Assembleia da República sobre várias propostas para as forças de segurança.
- O Chega apresentou propostas simples: reinstalar o suplemento de risco na equiparação plena, compensação em caso de assassinato em serviço, suplemento de fixação nas regiões autónomas e reforço da autoridade.
- Várias forças políticas acusaram o Chega de instrumentalizar a segurança pública e de populismo.
- O debate contou com a presença de representantes de sindicatos da polícia nas galerias do parlamento.
- Reações destacadas: o PSD disse que o Chega usa a segurança para a sua narrativa; PS, PCP, CDS-PP, BE, PAN e JPP apresentaram críticas diversas e posicionamentos distintos.
O líder do Chega afirmou, nesta quinta-feira, que o Governo trata as polícias como descartáveis e que a esquerda vê-as como inimigas. A intervenção abriu um debate na Assembleia sobre propostas para as forças de segurança, com várias bancadas a criticar o uso político do tema.
O Chega colocou no plenário uma agenda de propostas simples, incluindo o restabelecimento de um suplemento de risco para as polícias, uma compensação para polícias assassinadas em serviço, um reforço da fixação territorial e a valorização da autoridade.
Ventura criticou a atuação do ministro da Administração Interna, alegando expulsões e processos disciplinares frequentes sem considerar as dificuldades dos profissionais. Referiu casos denunciados como gravíssimos, mas garantiu que diariamente há agressões e abusos contra agentes.
Reações parlamentares
O PSD acusou Ventura de instrumentalizar as forças de segurança para promover uma narrativa populista. Hugo Soares defendeu que o Governo tem mostrado valorização das carreiras e questionou o que faria diante de casos de violência, como no Rato.
PS denunciou que o objetivo do Chega é defender, na prática, violência policial e, por isso, criticou a leitura do ministro como prioritária na expulsão de agentes. Isabel Moreira salientou que o debate serve para justificar cumplicidade estatal com violência.
O Livre acusou o Chega de instrumentalizar as forças de segurança para alimentar o seu projeto. O BE considerou oportunismo e o PCP afirmou que o partido usa a farda para propaganda, sem dignificar os profissionais.
O CDS-PP criticou quem se indigne com operações de identificação, mas não com impedimentos a essas ações. O PAN rejeitou a ideia de chicana política, enquanto o JPP pediu reconhecimento, valorização e justiça para os agentes.
A sessão contou com a presença em plenário de representantes sindicais, incluindo SINAPOL, União de Guardas e Associação de Oficiais da GNR, entre outros, que acompanharam as perguntas e intervenções.
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