- Trump e Xi tentam evitar a “armadilha de Tucídides” no estreito de Taiwan.
- O presidente chinês alerta para o risco de conflito entre Pequim e Washington em torno da província “rebelde”.
- Os Estados Unidos não cedem já e mantêm posição.
- O ex-presidente Trump enfatizou a economia no primeiro dia da cimeira bilateral.
- Graham Allison associou a ideia da armadilha à ascensão de uma nova potência e ao declínio da outra.
O presidente chinês alertou para o risco de conflito entre Pequim e Washington no entorno de Taiwan, durante uma cimeira bilateral realizada no estreito. A ameaça de escalada é tratada como uma possibilidade real pela liderança chinesa.
Do lado norte-americano, os EUA não recuaram em posições sobre Taiwan, mantendo linhas de diplomacia e defesa. No primeiro dia da reunião, o ex-presidente Donald Trump destacou a relevância da economia para a relação entre os dois países.
A discussão se insere num quadro teórico, com referências históricas à chamada armadilha de Tucídides. O argumento sustenta que a ascensão de uma nova potência como a China, aliada ao financiamento do declínio de outra, aumenta o risco de conflito entre as forças dominantes.
Contexto histórico
Graham Allison, analista norte-americano, descreve esse cenário como uma lei prática das relações internacionais. A ideia é que a interseção entre ascensão de uma potência emergente e declínio de outra eleva as tensões, podendo tornar a guerra mais provável.
Autoridades de Pequim e Washington têm repetido a necessidade de mecanismos de dissuasão e de diálogo, para evitar que a trajetória de rivalidade conduza a uma escalada descontrolada. Mantêm o foco na estabilidade regional e na comunicação entre as margens.
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