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Nuno Melo questiona constitucionalidade de medidas de PS e Chega na Defesa

Nuno Melo questiona constitucionalidade de diplomas do PS e Chega sobre Defesa, denunciando a “parlamentarização” da área e impacto na gestão das Forças Armadas

Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, acusa o PS de quebrar "um consenso que tem mais de 50 anos"
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  • O ministro da Defesa, Nuno Melo, questionou a constitucionalidade de dois diplomas aprovados pela Assembleia da República, ambos ligados à área da Defesa, acusando PS e Chega de “parlamentarizar” a matéria.
  • Um diploma do Chega, com votos do PS, IL e JPP, cria uma reserva voluntária de militares.
  • Outro diploma do PS, com votos de PS, Chega, Livre e JPP, reforça competências da Assembleia da República em matérias de Defesa.
  • Melo afirmou, em Bruxelas, que a aprovação destes diplomas pode ter gravidade institucional e que houve decisões sem ouvir o Estado-Mor das Forças Armadas, criticando o acordo entre PS e Chega.
  • Votos: o diploma do PS foi aprovado com o apoio de PS, Chega, Livre e JPP, e oposição de PSD e CDS-PP; o diploma do Chega teve apoio de Chega, PS, IL e JPP, com oposição de PSD, CDS-PP, PCP e BE; Livre e PAN abstiveram-se em ambos.

Na terça-feira, o ministro da Defesa, Nuno Melo, denunciou que o PS e o Chega estão a “parlamentarizar a área da Defesa” ao aprovarem diplomas na Assembleia da República. Questiona a constitucionalidade das medidas, que criam uma reserva voluntária de militares e fortalecem competências do Parlamento em matéria de Defesa.

Nuno Melo afirmou, em Bruxelas, que há matérias que são da competência executiva e há outras que são da competência parlamentar. Considerou grave o que aconteceu na AR e não descartou a possibilidade de inconstitucionalidade, dependente de avaliação formal.

Segundo o ministro, as medidas passam a decidir sobre aspetos organizacionais e operacionais das Forças Armadas sem ouvir o chefe de estado-maior ou os responsáveis dos ramos. Acusou o PS de ter dado posição de acordo ao Chega, quebrando um consenso democrático de décadas.

O que aconteceu

Na sexta-feira, a Assembleia da República aprovou, na generalidade, um diploma do Chega para criar uma reserva voluntária de militares, com votos favoráveis de PS, IL e JPP. Juntou-se, também na generalidade, um diploma do PS para reforçar competências da AR em Defesa, com votos de PS, Chega, Livre e JPP.

Quem está envolvido

Participaram PS, Chega, Livre e JPP na aprovação dos diplomas. PSD e CDS-PP votaram contra o diploma do Chega. O diploma do PS foi rejeitado pelo PSD e CDS-PP, com abstenções de IL, PCP, BE e PAN.

Quando e onde

Os desenvolvimentos ocorreram na Assembleia da República, com os primeiros recursos a estas medidas já na passada sexta-feira, e declarações de Nuno Melo deslocadas para Bruxelas nesta terça-feira, durante contactos com a imprensa.

Porquê

As propostas visam alterar a relação entre o Governo e o Parlamento na área da Defesa, aumentando o papel desta última em decisões consideradas centrais para a organização e as operações das Forças Armadas. A discussão centra-se na quem deve decidir sobre matérias sensíveis que impactam recursos e recrutamento.

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