- Simulacro de resposta a incidente de larga escala ocorreu no Feiródromo, em Campanhã, com chuva, vento forte e baixa visibilidade.
- O exercício envolveu PSP, Polícia Municipal, Sapadores, INEM, Serviço Municipal de Proteção Civil e outras entidades, com mais de 100 elementos no terreno.
- O cenário simulou um acidente entre dois autocarros e dois automóveis, com mais de quarenta vítimas e várias gravidades, até cenários de morte simulada.
- O objetivo foi promover a interligação entre instituições e testar a resposta coordenada do sistema municipal de proteção civil do Porto.
- No final, houve balanço positivo e destaque para a preparação e a necessidade de manter a cidade preparada para uma eventualidade real.
Um simulacro de grande escala, realizado nesta terça-feira no Feiródromo, em Campanhã, testou a resposta da Proteção Civil do Porto e de demais meios de socorro a um incidente envolvendo dezenas de feridos. O balanço inicial foi considerado positivo pelas autoridades presentes.
As condições atmosféricas tornaram o cenário mais exigente: chuva forte, vento e visibilidade reduzida. O acidente simulado envolveu dois autocarros e dois automóveis, com mais de 40 vítimas a serem avaliadas e encaminhadas conforme a gravidade. O exercício reuniu PSP, Polícia Municipal, Sapadores, INEM, Serviço Municipal de Proteção Civil, entre outras entidades.
Participação e objetivos
Às 9h30 começou o simulacro, com o som de foguetes a marcar o arranque. Entre os autocarros da STCP encontravam-se figurantes a simular feridos, interpretados pela equipa do Balleteatro. O cenário incluiu vítimas em pânico, ferimentos leves, graves e alguns cenários de óbito, conforme a coordenação do exercício.
Mais de 100 profissionais das várias entidades do Sistema Municipal de Proteção Civil do Porto estiveram no local para coordenar ações. O objetivo foi promover a interligação entre instituições e identificar dificuldades de planeamento, para melhorar a resposta em situações reais.
Execução e cadeia de salvamento
Pessoas que estavam no exterior foram tratadas de imediato, enquanto as que permaneciam presas nos veículos eram desencarceradas. Do terreno ao Hospital de São João, os casos graves seguiram encaminhamento médico imediato, com apoio de estudantes de mestrado da FMUP que acompanharam os feridos.
Cristina Granja, coordenadora do simulacro, destacou a importância da colaboração entre a academia e a cidade para melhorar a resposta em contextos de emergência. A presença de várias entidades reforçou a coordenação entre equipas e serviços.
Balanço e reações
O comandante dos Sapadores do Porto avaliou o exercício de forma positiva, sublinhando que aumenta a preparação e a confiança na relação entre as entidades do sistema municipal. A vereadora da Proteção Civil, Gabriela Queiroz, ressaltou o compromisso de todos com uma resposta eficiente em situações adversas.
No Posto de Comando, a simulação permitiu testar a capacidade de resposta integrada a incidentes com múltiplas entidades, exigindo coordenação próxima e eficiente. O balanço global aponta para maior resiliência institucional e para a continuidade de exercícios conjuntos.
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