- O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, recordou os 14 meses de prisão (2013-2014) na Prisão da Carregueira por fraude fiscal e branqueamento de capitais.
- O maior sofrimento, revelou, não foi ele próprio, mas o impacto no filho mais novo, Afonso, que tinha 12 anos à época.
- O filho o visitava aos sábados na prisão; cada entrada era particularmente dolorosa para a criança, que dizia, ao mãe, que não suportava aquilo.
- Mantinham contacto diário por telefone às seis da tarde; o filho dizia ter valores entre 17 e 19, e o pai demonstrava alegria com as conquistas dele.
- Morais afirmou que o filho mostrou uma resistência que o marcou para toda a vida, enfrentando também o assédio de colegas na escola.
O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, recordou neste sábado, 9 de maio, o período em que esteve preso. A entrevista em formato intimista revelou o sofrimento vivido pela família durante 14 meses na Prisão da Carregueira, entre 2013 e 2014, por fraude fiscal e branqueamento de capitais.
Morais destacou o impacto no filho mais novo, Afonso, que tinha 12 anos na altura. O autarca explicou que o adolescente visitava-o aos sábados, e cada entrada na prisão era especialmente dolorosa para a criança.
Apesar da dor, o político descreveu uma ligação marcada por apoios mútuos. A cada dia, o filho ligava às seis da tarde para partilhar pequenas conquistas, o que dava força a ambos durante o confinamento.
Impacto na família
O autarca afirmou que o filho, então no ensino básico, manteve a resistência e o apoio aos pais. Havia colegas que o apoiavam, mas também alguns que olhavam de lado, sem que o jovem tenha falado com o pai sobre isso.
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