- O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho qualificou a proposta do Chega de baixar a idade da reforma como absurda e irrealista, mantendo dúvida sobre um regresso à vida política.
- Em intervenção à porta fechada para estudantes da Nova SBE, Passos afirmou que o Governo atual tem demorado a entregar resultados, excepto na reforma da lei laboral.
- Criticou o tom do Chega, dizendo que a posição é populista e questionando se os sociais-democratas devem manter alianças com IL e Chega.
- Reiterou que não está à procura de cargo e que seria mau sinal ser chamado do passado, revelando ter mantido uma conversa com o atual primeiro-ministro no verão de 2023.
- Apontou desafios do país, como sustentabilidade da segurança social, integração de imigrantes e modelo de IRS jovem, sugerindo que mudanças reais requerem participação dos jovens.
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho classificou como absurda e irrealista a proposta do Chega de baixar a idade da reforma. Em intervenção à porta fechada para alunos da Nova SBE, numa sessão sobre o futuro de Portugal, voltou a dizer que não prevê um regresso à vida política.
Segundo relatos da agência Lusa, Passos Coelho criticou ainda a atuação do atual Governo, destacando que tem demorado a mostrar resultados, com exceção da tentativa de reformar a legislação laboral. O ex-líder do PSD referiu que o partido tem mostrado uma posição isolada.
O político questionou o voto favorável de André Ventura à proposta, assinalando que o Chega tem respostas populistas e que não parece disponível para acordos estáveis. Reiterou a necessidade de uma maioria não apenas com o IL e o Chega, que classificou como não socialistas.
Ao longo de quase duas horas de perguntas, Passos Coelho não descartou a possibilidade de futuramente ocupar cargos políticos, mas negou estar à procura de espaço político ativo de momento. Revelou ter mantido uma conversa com o atual primeiro-ministro no verão de 2023.
Na discussão, o ex-primeiro-ministro referiu que, na altura, circulavam rumores sobre uma substituição à frente do PSD entre Passos Coelho e o então presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, acrescentando que tais conversas já tinham surgido. Disse que essa situação o irritou.
Sobre o seu possível regresso, Passos Coelho afirmou que não é desejável pensar em ser Presidente da República, por considerar uma função com exigência de cinco anos de mandato. Admitiu que, para liderar um governo, saber o que fazer seria diferente.
Por outro lado, reconheceu que o país mudou muito desde 2015 e mencionou que existem pessoas com potencial para desempenhar esse papel. Caso venha a regressar, afirmou que não seria por impulso, deixando entender que esse cenário ocorreria apenas se tudo o resto falhar.
Quanto ao futuro, o ex-líder sublinhou que não fecha todas as portas, mas não vê probabilidade de se manter afastado de forma definitiva. Afirmou ainda que o país deve cuidar de temas estruturais como a sustentabilidade da Segurança Social e a integração de imigrantes.
Entre os temas que chamou a atenção, Passos Coelho criticou o modelo de IRS jovem, descrevendo-o como injusto, e enfatizou a importância de que as novas gerações tomem decisões sobre o seu próprio futuro político.
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