- A Área Metropolitana do Porto (AMP) tem o automóvel como modo de deslocação prioritário para 69% dos residentes, contra 17% que elegem o transporte público.
- A principal razão é a rapidez (56%), sendo a falta de alternativa conveniente a principal barreira (39%); 72% vive a menos de 500 metros de uma paragem ou estação.
- Cerca de um milhão de inquiridos estaria disponível para optar por autocarro, metro ou comboio se houvesse ligações mais rápidas e simples; mais de 500 mil já vivem a uma distância de até 500 metros de uma paragem.
- 21% dos cidadãos consideram a redução do preço dos bilhetes ou passes um motivo para usar mais os transportes públicos, e os portuenses passaram a ter transportes públicos gratuitos a partir de julho.
- Em termos de satisfação, o metro tem saldo positivo de 21 pontos no índice NPS, enquanto CP (Norte, Douro e Minho) soma -6, a STCP -20 e a UNIR -49.
O automóvel é o meio de deslocação prioritário para 69% dos habitantes da Área Metropolitana do Porto (AMP), segundo o Barómetro de Mobilidade do ACP. A maioria justifica a escolha pela rapidez, citada por 56% dos inquiridos, e pela perceção de que não há alternativa conveniente para mudar para o transporte público.
A pesquisa, baseada em 1150 inquéritos, revela que apenas 17% elegem o transporte público como prioridade. Embora 72% dos residentes vivam a menos de 500 metros de uma paragem, a distância a percorrer até à paragem não impede ainda o uso frequente do automóvel.
Principais resultados
Mais de um milhão de pessoas na AMP consideram que ligacoes mais rápidas e simples podem incentivar a adesão ao autocarro, metro ou comboio. Cerca de 56% dos condutores e 45% dos pendulares apontam a rapidez como fator decisivo para manter o carro.
Para mudar o cenário, os respondentes indicam horários mais convenientes (46%), maior frequência e menos transbordos (29%). O objetivo é reduzir deslocações demoradas com maior confiabilidade de horários.
Mais de 72% dos residentes vivem a até 500 metros de uma paragem ou estação, o que equivale a cerca de 300 mil pessoas que já teriam acesso próximo. Um terço Mora a menos de 200 metros a pé, entre dois a três minutos.
Barreiras e perceções
A acessibilidade económica também pode influenciar a escolha de transporte público. Cerca de 21% dos cidadãos mencionam a redução do preço dos bilhetes ou passes como motivo para usar mais o transporte público. Em Portos, a gratuitidade dos transportes será aplicada a partir de julho.
Quando questionados sobre as principais barreiras à mudança de hábitos, 39% apontam a falta de alternativas viáveis e 25% referem o tempo e a necessidade de flexibilidade de horários.
Satisfação com o serviço
O estudo utiliza o indicador NPS para medir a satisfação do cliente. O Metro do Porto apresenta um saldo de +21 pontos, enquanto o CP (Norte, Douro e Minho) tem -6. Os autocarros STCP registam -20, e a UNIR, -49, refletindo menor satisfação entre utilizadores de ligações periféricas da AMP.
Os dados indicam que, apesar de uma ampla disponibilidade de transporte público próximo, a melhoria do serviço é determinante para reduzir o uso do automóvel e dinamizar a mobilidade na região.
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