- José Manuel Bolieiro revelou que os acordos de coligação entre PSD, CDS-PP e PPM vigoram até 2028, e o PSD concorrerá sozinho nas eleições regionais de 2028.
- O líder açoriano explicou que, a partir de 2028, não haverá coligação pré-eleitoral, mantendo-se a lealdade entre os três partidos.
- Anunciou que será candidato às próximas eleições legislativas regionais e garantiu que a coligação atual está em conformidade com a palavra dada.
- Abordou a Base das Lajes, reconhecendo o valor geopolítico dos Açores e a importância da relação com o Governo central para o acordo em vigor.
- Comentou questões orçamentais regionais, incluindo o Subsídio Social de Mobilidade, privatizações da Azores Airlines e a necessidade de reforço de voos pela TAP e pela SATA após a saída da Ryanair.
José Manuel Bolieiro, líder do PSD/Açores, anunciou que o partido vai concorrer sozinho às eleições regionais de 2028. O anúncio surge numa entrevista ao podcast da Antena 1 Política com Assinatura, divulgada hoje, em que o presidente do Governo Regional afirma cumprir os acordos de coligação com o CDS-PP e o PPM até 2028.
Bolieiro sublinha que a coligação pré-eleitoral vigorará apenas até 2028 e que, a partir desse ano, não haverá acordo de coligação para as eleições regionais. O dirigente afirma manter a lealdade aos demais parceiros, que também devem cumprir os compromissos dentro dos seus próprios órgãos.
O PSD/Açores já lidera o executivo regional desde as eleições de fevereiro de 2024, após vencer em coligação com CDS-PP e PPM. O atual governo, que tomou posse em março de 2024, tem 26 deputados, frente aos 29 necessários para maioria absoluta.
Relações internas no governo
Bolieiro assegura que as relações com Artur Lima, vice-presidente do executivo e líder do CDS-PP nos Açores, estão estáveis. O chefe do governo argumenta que a governança resulta do alinhamento entre o programa do Governo Regional e a liderança que guia a atuação parlamentar.
Numa resposta a percepções de que Lima manda mais no espaço político regional, o presidente manteve a posição de que a liderança dele é responsável pela execução do programa. Reafirmou a lealdade ao equilíbrio entre as três forceps da coligação.
Política externa e finanças regionais
Sobre a Base das Lajes, Bolieiro reconhece ser improvável obter alterações a curto prazo no acordo entre Portugal e os EUA, e aponta para o valor geopolítico dos Açores. O líder regional diz ter procurado esclarecer ao primeiro-ministro que o arquipélago tem importância estratégica para o país.
Quanto às finanças públicas, o presidente do Governo Regional garante que não há risco de resgate. Alega que as revisões à Lei das Finanças das Regiões Autónomas, porém, têm criado instabilidade previsível nas transferências do Estado para os Açores.
Transportes e mobilidade
Relativamente ao Subsídio Social de Mobilidade, Bolieiro defende manter uma solução semelhante à Tarifa Açores, que permite viagens interilhas por 61 euros no bilhete. Sobre privatizações, o governante diz manter posição neutra, sem indicar cenários otimistas ou pessimistas. Em relação à SATA, reforça que as alterações no handling não implicam despedimentos.
Na sequência de a Ryanair abandonar a região no final de março, restam apenas TAP e SATA a operar ligações para os Açores. Bolieiro pediu que as companhias reforcem a oferta de voos para assegurar conectividade contínua.
Entre na conversa da comunidade