- O Parlamento Europeu aprovou um relatório com medidas para promover regiões remotas e menos visitadas da UE, visando aliviar o turismo excessivo.
- O texto foi aprovado com 439 votos a favor, 42 contra e 129 abstenções, e defende tornar o turismo europeu mais sustentável, reduzindo pressão sobre locais procurados.
- Propõe redirecionar visitantes para destinos menos conhecidos, emergentes ou remotos, como zonas rurais, montanhas e áreas insulares, destacando oportunidades ligadas à gastronomia, vinho e património.
- Sugere melhorar as ligações de transporte, apoiar o aluguer de veículos elétricos, criar mais comboios nocturnos transfronteiriços e implementar sistemas de bilhética integrados.
- Reforça as regras para arrendamentos de curta duração, defendendo um quadro da UE que permita limitar dormidas ou exigir autorização, e prevê a criação de um cartão de competências para o turismo.
O Parlamento Europeu aprovou um relatório que defende reforçar regiões remotas e menos visitadas da UE, para reduzir a pressão turística em locais com turismo excessivo. A medida propõe melhorar ligações de transporte e criar apoios para viagens mais sustentáveis, incluindo transporte elétrico.
O texto, com 439 votos a favor, 42 contra e 129 abstenções, objetiva desviar visitantes de destinos muito procurados para áreas emergentes, rurais, montanhas e ilhas. O objetivo é equilibrar o fluxo turístico e manter a autenticidade local.
Ligações de transporte e turismo sustentável
Entre as propostas, o PE defende melhorias nas ligações ferroviárias, rodoviárias e aéreas, bem como a criação de um apoio específico ao aluguer de veículos elétricos. O objetivo é facilitar o acesso a destinos remotos sem aumentar a pegada ambiental.
O relatório também recomenda a promoção de experiências locais como gastronomia, vinhos, turismo regenerativo e atividades cíclicas para alargar a duração das visitas, sobretudo fora das épocas altas, gerando rendimentos adicionais para as regiões.
Arrendamento de curta duração e fiscalização
Para aliviar a pressão nos locais mais turísticos, o PE considera as novas regras da UE para arrendamentos de curta duração um passo positivo, mas exige medidas adicionais para evitar coworking irregular e deslocação de residentes. Propõe um quadro harmonizado para arrendamento de curta duração, com normas de serviços e regimes de autorização regionais.
Em resposta à escassez de mão-de-obra no turismo, o relatório recomenda a criação de um cartão de competências para documentar formação e qualificações no setor. O objetivo é facilitar a mobilidade profissional e elevar a qualidade dos serviços.
Conectividade e estratégia futura
O relator, o eurodeputado Daniel Attard, afirma que o relatório deverá influenciar a próxima estratégia da UE para turismo sustentável. O documento pretende também distribuir o turismo de forma mais equitativa, melhorar a conectividade, apoiar condições de trabalho e proteger o ambiente, mantendo uma identidade europeia única.
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