- Os presidentes do Chega e da Iniciativa Liberal afirmaram, nesta terça-feira, que António Costa mentiu nas declarações no processo Influencer; o BE criticou a divulgação de escutas, enquanto o PS não comentou.
- A TVI/CNN revelou, na segunda-feira, uma escuta de Costa com o advogado Diogo Lacerda Machado sobre o projeto Start Campus, na véspera do Natal de 2022.
- Costa tinha alegado que nunca discutiu esse tema com Lacerda Machado, consultor do projeto, o que a escuta contraria.
- André Ventura, do Chega, pediu explicações e responsabilização de Costa e do PS, considerando a divulgação grave e dizendo que Costa já não é primeiro-ministro, mas tem responsabilidades.
- Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, disse que as gravações mostram que Costa falou com o amigo sobre o Start Campus; o BE criticou a divulgação, e o PS e o PCP evitaram comentar o tema.
Na segunda-feira, a TVI/CNN revelou uma escuta em que António Costa discute, com o advogado Diogo Lacerda Machado, o projeto Start Campus, no período próximo ao Natal de 2022. A peça jornalística contraria a versão de Costa, apresentada em novembro de 2023, de que nunca falou sobre esse assunto com o consultor de Start Campus. A divulgação ocorreu no âmbito do processo Influencer.
Os presidentes do Chega e da Iniciativa Liberal reagiram, acusando Costa de mentir nas declarações proferidas no processo Influencer. O Chega afirma que as escutas desmentem a versão anterior, enquanto a IL aponta para a necessidade de clarificação por parte do Governo. O BE criticou a divulgação das conversas, e o PS não se pronunciou de forma oficial sobre o tema.
Reações políticas e contexto
No parlamento, André Ventura, líder do Chega, afirmou que Costa foi desmentido pelas escutas e que ele e o PS devem prestar explicações, considerando grave a situação. O Chega também mencionou a hipótese de recorrer a assistentes no âmbito do processo Marquês, caso haja necessidade de pressionar o avanço do inquérito. A líder da IL, Mariana Leitão, sustenta que as escutas revelam que Costa tratou do Start Campus com o advogado, contrariando declarações anteriores.
O BE, por seu lado, exigiu cautela na divulgação de material de escuta e defende o direito à informação, sem comentários adicionais sobre o conteúdo. O PS não deu respostas diretas ao assunto, argumentando que não era tema do momento. O PCP e o Bloco de Esquerda reduziram a participação, com o último destacando preocupações sobre o uso de escutas e a nomeação de figuras próximas ao gabinete de Costa.
Patrícia Gonçalves, do Livre, reiterou que não é o momento de comentar investigações em curso, defendendo que os casos sejam esclarecidos pelas vias judiciais. Mantém-se o foco institucional na verificação dos factos, sem emitir julgamentos prévios ou conclusões sobre o impacto político.
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