- Artistas como Kneecap, The Mary Wallopers, Fontaines D.C. e Annie Mac apoiam a campanha Stop The Game para boicotar o jogo Irlanda contra Israel, marcado para outubro no Aviva Stadium.
- A campanha defende que jogar contra Israel é apoiar o genocídio, com vídeos que combinam imagens de partidas passadas com excertos do conflito em Gaza.
- O diretor-executivo da Federação Irlandesa de Futebol (FAI), David Courell, disse que a Irlanda tem de jogar devido a possíveis sanções da UEFA.
- O taoiseach Micheál Martin afirmou que acredita que o jogo deve realizar-se e pediu separar o governo de Israel do seu povo; o ex-treinador irlandês Brian Kerr criticou a ideia de separar futebol da política.
- A Ireland Palestine Solidarity Campaign afirmou que não se pode defrontar um Estado que comete genocídio; Kneecap tem historial de apoio à causa palestiniana.
A campanha Stop The Game, ou Parem o Jogo, ganha apoio de várias figuras do mundo da música para boicotar o próximo encontro entre Irlanda e Israel. A iniciativa questiona a participação irlandesa num jogo da Liga dos Campeões da UEFA marcado para outubro, no Aviva Stadium.
Entre os apoiantes estão Kneecap, The Mary Wallopers, Fontaines D.C. e Annie Mac, que divulgam a versão em vídeo da campanha, sustentando que jogar contra Israel equivaleria a apoiar ações contra o povo palestiniano.
O jogo é alvo de pressão de adeptos, que partilham imagens de encontros passados misturadas com vídeos sobre o conflito em Gaza, incluindo alegações de violência. O vídeo cita números não verificados como fonte de apoio ao boicote.
O diretor-executivo da Federação Irlandesa de Futebol (FAI), David Courell, afirmou que o país não pode evitar o jogo devido a sanções da UEFA, defendendo que se atua no interesse do futebol irlandês.
O taoiseach Micheál Martin afirmou que o encontro deve realizar-se e pediu a separação entre o governo de Israel e o povo. Brian Kerr, ex-treinador irlandês, disse à Virgin Media que separar futebol da política é “conversa fiada”.
A Ireland Palestine Solidarity Campaign (IPSC) indicou, num comunicado no Instagram, que não se pode defrontar representantes de um Estado que, segundo a organização, pratica genocídio contra o povo palestiniano.
Kneecap tem historial de apoio à causa palestiniana e, no ano passado, perdeu patrocínio para os EUA após mensagens sobre Gaza em palco no Coachella. A banda lança o álbum FENIAN a 1 de maio, com um título que remete a movimentos revolucionários irlandeses.
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