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AIEA: mais países podem querer desenvolver armas nucleares

Diretor da AIEA admite que mais países podem considerar armas nucleares, na Conferência das Partes do Tratado de Não Proliferação, com foco na segurança global

Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atómica
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  • O diretor da AIEA, Rafael Grossi, disse, em Nova Iorque, que mais países podem considerar desenvolver armas nucleares devido às crescentes tensões, desconfianças e dúvidas sobre alianças.
  • Até 22 de maio decorre na ONU a 11.ª Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear, abordando universalidade, desarmamento, salvaguardas e usos pacíficos da energia nuclear.
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu bases para a evolução do tratado, incluindo o impacto de tecnologias emergentes como inteligência artificial e computação quântica.
  • Grossi comentou o urânio altamente enriquecido do Irão, destacando que há grande quantidade e que as salvaguardas devem permitir verificação, mesmo com dificuldades de acesso.
  • O diplomata recusou renunciar à liderança da AIEA durante a candidatura à ONU, dizendo ser irresponsável abandonar o cargo e que está envolvido em negociações com a Rússia e o Irão.

Rafael Grossi, chefe da AIEA, afirmou numa conferência de imprensa em Nova Iorque que mais países poderão ponderar desenvolver armas nucleares devido a tensões, desconfiança e dúvidas sobre alianças. O comentário surge durante a 11.ª Conferência de Revisão do TNP, que decorre na sede da ONU até 22 de maio.

A reunião, aberta a delegações de todo o mundo, discute universialidade do tratado, desarmamento, salvaguardas e usos pacíficos da energia nuclear. Entre os temas estão ainda medidas de transparência, eficiência do processo de revisão e o papel das salvaguardas internacionais.

Conferência de Revisão do TNP

Guterres pediu no arranque do evento que se criem bases para a evolução do tratado, destacando a ameaça nuclear associada a tecnologias emergentes como IA e computação quântica. O secretário-geral defende que o TNP não é antiquado e deve adaptar-se.

Grossi abordou o urânio altamente enriquecido do Irão, sugerindo que a peça pode estar ainda nos escombros de ataques. Indagado sobre recuperação ou reutilização, o diplomata afirmou que a situação deve ser verificada consoante as condições de segurança e acesso aos inspetores.

Situação e responsabilidades

O diretor da AIEA reiterou que há um grande volume de material nuclear com elevado enriquecimento próximo do nível necessário para armas, com inspeções que se mantêm, apesar de limitações de acesso. Também insistiu que procedimentos de salvaguarda podem ser acionados em circunstâncias excecionais.

Grossi afirmou que não pretende abandonar o cargo na AIEA para a campanha à liderança da ONU, apontando para a necessidade de negociar com a Rússia e de manter negociações com o Irão. A posição contraria recomendações de suspensão de funções previstas pela Assembleia-Geral durante campanhas.

Não houve indicação de avaliação sobre responsabilidade de terceiros; a fala manteve foco em segurança, cooperação internacional e a necessidade de manter a norma de não proliferação sem abrir espaço a incremento de potências nucleares.

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