- O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, afirmou que é preciso reforçar o pilar europeu da defesa dentro da NATO, reconhecendo que os EUA são um aliado fundamental.
- Melo disse que, embora não haja NATO sem os Estados Unidos, é importante depender menos do lado de lá do Atlântico e investir mais na defesa europeia.
- A declarações ocorreram em Beja, à margem da visita à Ovibeja, onde o ministro falou sobre a necessidade de atualização do papel da NATO face ao contexto geopolítico.
- O presidente da República, António Jose Seguro, defendeu em Lisboa que a defesa europeia não pode continuar a ser uma caminhada lenta e que a relação transatlântica deve permanecer um eixo estrutural da política europeia.
- Portugal anunciou ter atingido, em 2025, o investimento de dois por cento do Produto Interno Bruto na defesa nacional.
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, afirmou que a NATO não se pode dissociar dos Estados Unidos, considerados um aliado fundamental. Ao mesmo tempo, defendeu que é necessário reforçar o pilar europeu da organização, para reduzir dependências do outro lado do Atlântico. A declaração ocorreu em Beja, na terça-feira à noite, durante a visita à Ovibeja.
Melo explicou que o objetivo é potenciar a autonomia europeia na defesa, enfatizando que a Europa deve depender mais de si própria do que apenas do que recebeu historicamente dos EUA. A tarefa é adaptar-se ao novo contexto geopolítico sem abandonar a relação transatlântica.
À chegada à 42.ª Ovibeja, o ministro foi questionado sobre as declarações do Presidente da República, António José Seguro, no Fórum La Toja – Vínculo Atlântico. O chefe de Estado disse que a defesa europeia não pode permanecer estagnada e que a NATO continua necessária, mesmo com mudanças no ambiente internacional.
Contexto económico e estratégico
Portugal investiu 2% do Produto Interno Bruto em defesa em 2025, segundo Melo, destacando que esse esforço coloca a defesa no centro da governação. O ministro reiterou que o país reconhece a importância estratégica da relação transatlântica, sem deixar de modernizar o papel de Portugal e dos parceiros europeus na NATO.
O governante reiterou que a posição portuguesa é de lucidez quanto a uma aliança que garante a paz na Europa desde a sua fundação. Não obstante, reconheceu a necessidade de atualizar o papel da NATO para o futuro, incluindo eventuais ajustes para a participação de Portugal e da Europa.
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