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PCP pede aos municípios pronunciar-se sobre mapa da regionalização até 2028

PCP defende audições sobre regionalização e que as assembleias municipais se pronunciem sobre o mapa, com referendo previsto até julho de dois mil e vinte e oito

Paula Santos, do PCP
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  • O PCP propõe um programa de trabalho até ao final do ano para promover audições sobre a regionalização, e até 30 de junho de 2027 convidar as assembleias municipais a pronunciarem-se sobre o mapa a submeter a referendo.
  • O mapa pode ser o das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) existentes ou o das oito regiões submetidas a referendo em 1998.
  • Caso haja aprovação de uma nova lei-quadro, os deputados deverão definir, até ao fim de 2027, as perguntas do referendo a submeter ao Tribunal Constitucional e ao Presidente da República, com referendo antes do final de julho de 2028.
  • Se o referendo for positivo, a Assembleia da República deverá aprovar, até ao fim de 2028, as leis de instituição de cada região administrativa, de modo a que as eleições dos órgãos regionais ocorram nas autárquicas de 2029.
  • O PCP também apresentou um projeto de Lei-Quadro das Regiões Administrativas para definir órgãos de gestão e competências, destacando a necessidade de concretizar o previsto na Constituição.

O PCP apresentou à Assembleia da República uma proposta para um novo programa de trabalho sobre regionalização. A iniciativa visa, até ao final do ano, realizar audições sobre o tema e avançar com um referendo até julho de 2028. O anúncio decorreu numa conferência de imprensa na Assembleia, com Paula Santos a liderar a apresentação.

O objetivo é que o parlamento ouça as assembleias municipais do continente sobre o mapa das regiões administrativas a submeter a referendo. A proposta contempla duas hipóteses de mapa: cinco CCDR existentes ou oito regiões registadas num referendo em 1998. A decisão final dependeria de uma futura lei-quadro.

O PCP propõe que, caso haja aprovação de uma nova lei, os deputados aprovem até fim de 2027 as perguntas a submeter ao Tribunal Constitucional e ao Presidente da República. O referendo estaria, segundo a proposta, concluído até o fim de julho de 2028.

Caso o resultado seja afirmativo, a AR aprovaria até ao final de 2028 as leis de instituição de cada região administrativa. A eleição dos órgãos regionais seria então realizada nas autárquicas de 2029, segundo o PCP.

Na exposição de motivos, o partido admite discordância em relação ao referendo, mas afirma que ele é um facto com que é preciso conviver. O PCP também apresentou um Projeto de Lei-Quadro das Regiões Administrativas, para definir órgãos de gestão e competências.

Paula Santos sublinha que o PCP tem procurado concretizar o preceito constitucional que prevê regiões administrativas, ainda que este tenha sido adiado. A líder da bancada critica o PSD e o PS por não viabilizarem o arranque do processo.

A dirigente aponta que as tempestades recentes evidenciam a necessidade de uma estrutura regional. Segundo o PCP, regiões administrativas implicariam maior coerência na organização do Estado e melhoria da intervenção em várias áreas.

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