- O líder do Chega, André Ventura, aceitou debater na segunda-feira com o historiador José Pacheco Pereira, às 22:00, na CNN Portugal, com base em factos e documentos.
- Pacheco Pereira lançou o desafio no programa O Princípio da Incerteza, após a intervenção de Ventura no parlamento durante a sessão solene dos 50 anos da Constituição.
- O historiador pediu regras claras para o confronto, incluindo uma duração mínima de uma hora e a fundamentação de todas as afirmações com documentos, factos ou provas.
- Pacheco Pereira contestou a ideia de Ventura de haver mais presos políticos após o 25 de Abril, apresentando dados que apontam para mais de 12 mil presos entre 1945 e 1974, além de detenções nas colónias; mencionou a PIDE, o MRPP e episódios como 28 de Setembro e 11 de Março.
- O historiador salientou que não haveria ataques pessoais, desde que Ventura aceite igualmente essa regra.
O presidente do Chega, André Ventura, aceitou debater com o historiador José Pacheco Pereira, após este o desafiar a usar factos e documentos. O confronto foi marcado para segunda-feira, às 22:00, na CNN Portugal.
Ventura anunciou a aceitação num post na rede social X, referindo-se ao encontro como um grande debate. O objetivo, segundo o líder do Chega, é defender os valores do partido com base em evidências históricas.
Pacheco Pereira, que é comentador residente no programa O Princípio da Incerteza, havia proposto o debate com regras claras, centradas em factos documentados e provas concretas.
O historiador sublinhou a necessidade de fundamentar todas as afirmações com documentos válidos, incluindo dados sobre prisões políticas entre 1945 e 1974, e o contexto pós-25 de Abril, com referência a casos como a repressão em colónias e episódios históricos relevantes.
Entre as condições apresentadas, Pacheco Pereira pediu uma duração mínima de uma hora e a proibição de ataques pessoais, desde que o seu adversário aceitasse a mesma regra de conduta.
O confronto surge na sequência de uma polémica intervenção de Ventura durante a sessão solene que assinalou os 50 anos da aprovação da Constituição, que suscitou críticas várias sobre alegadas distorções históricas.
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