- O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, exortou o PSD a responder publicamente se apoia ou não uma eventual revisão constitucional.
- Pureza acusou o PSD de se refugiar num silêncio táctico e afirmou que a posição do partido precisa de ficar clara.
- O BE, através da sua Mesa Nacional, argumenta que uma revisão constituição destinaria a descaracterizar o modelo democrático do 25 de Abril.
- O líder do Chega, André Ventura, comprometeu-se a iniciar o processo de revisão constitucional até ao final do ano, com objetivo de aumentar penas e alterar o quadro económico.
- O BE destacou o aumento do custo de vida e a subida dos preços de bens essenciais como centro da sua política, e criticou a cedência da Base das Lajes aos Estados Unidos, defendendo que o Governo a deveria proibir.
O Bloco de Esquerda (BE) pediu ao PSD que declare publicamente se apoia ou não uma revisão constitucional, afirmando que o silêncio não é aceitável. O pedido partiu do coordenador do BE, José Manuel Pureza, durante a conferência de imprensa após a reunião da Mesa Nacional.
Pureza sublinhou que o PSD deve clarificar a sua posição, acrescentando que uma eventual revisão constitucional poderia descaracterizar o modelo democrático que nasceu com o 25 de Abril. O líder parlamentar afirmou ainda que o PSD não pode refugiar-se num silêncio estratégico que torna a situação insustentável.
Posição sobre a revisão constitucional
Na atual conjuntura, o presidente do Chega, André Ventura, anunciou que pretende iniciar o processo de revisão constitucional até ao final do ano. O objetivo, segundo Ventura, é avançar com alterações para reforçar penas, retirar o socialismo da Constituição e promover um novo modelo económico.
Economia, habitação e defesa de interesse público
Ainda no seguimento da Mesa Nacional, o BE destacou a necessidade de colocar o aumento do custo de vida no centro da política, incluindo o preço dos bens essenciais, combustíveis e habitação. O partido pediu ações que enfrentem essas pressões económicas.
Base das Lajes
O BE criticou a cedência da Base das Lajes aos Estados Unidos, defendendo que Portugal devia impedir o uso da infra estrutura. O partido argumentou que a atual configuração não favorece o país e pediu medidas claras por parte do Governo para restringir utilizações.
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