- O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, afirma ser o “primeiro interessado” em explicar no parlamento a transferência do Campo de Tiro da Força Aérea de Alcochete para Alter do Chão.
- A transferência é ligada à construção do novo aeroporto em Lisboa, com o Campo de Tiro atual em Alcochete a ter de ser entregue e um novo instalado em Alter do Chão.
- Melo diz que a infraestrutura é estratégica, reconhece impactos negativos como expropriações, mas assegura que o valor pago aos terrenos será o justo.
- A mudança poderá inverter a despovoação na região de Alter do Chão, através da instalação de uma unidade militar, perto de 200 militares e famílias, e obras de infraestruturas de compensação.
- PS e Chega já solicitaram audições no parlamento sobre o tema; há também um grupo de agricultores que lançou uma petição contra a transferência por receios ambientais e económicos.
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, afirmou durante a Ovibeja que não há Força Aérea sem Campo de Tiro e que está disponível para explicar no parlamento a transferência da infraestrutura para Alter do Chão, no distrito de Portalegre.
Nuno Melo explicou que, com a construção do novo aeroporto, o Campo de Tiro atual, em Alcochete, terá de ser entregue e substituído por uma nova instalação. Disse ser o primeiro interessado em prestar explicações sobre o tema.
O governante reconheceu que a infraestrutura é estratégica para Portugal e admitiu impactos, positivos e negativos, incluindo eventual expropriação de terrenos, com pagamento de valor justo.
Impacto na região e processo de transferência
A transferência para Alter do Chão poderá atrair perto de 200 militares e famílias, além de criar um bairro habitacional e gerar obras de infraestruturas na região, segundo o ministro.
Nuno Melo lembrou que a escolha de Alter do Chão resulta de um acordo entre o Ministério da Defesa e a Câmara Municipal. Estão a decorrer estudos previstos em lei para viabilizar o campo de tiro na nova localização.
OPS: O PS e o Chega já solicitaram audições no parlamento sobre a transferência, envolvendo o ministro, autarcas e responsáveis. Um grupo de agricultores apresentou uma petição pública contra a mudança, apontando danos ambientais e económicos.
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