- O líder parlamentar do PSD disse que esta quarta-feira foi um dia absolutamente histórico para Portugal, destacando a dívida pública abaixo de noventa por cento e o excedente orçamental de 0,7%, alcançados contra as piores perspetivas.
- O PSD/CDS-PP defendeu que o Governo reduz impostos, aumenta o investimento público, salários e pensões, e considerou que essa trajetória contraria a austeridade.
- O líder social-democrata acusou o PS de ciúme com os portugueses e pediu mais responsabilidade e sentido de Estado por parte da oposição, incluindo para parabenizar o Governo pelos resultados.
- Sobre um eventual Orçamento Retificativo, afirmou que os números de 2025 não influenciam a execução de 2026 e que o Governo avaliará necessidades de despesa e a possibilidade de retificativo.
- O CDS-PP também elogiou os resultados, considerando tratar-se do terceiro excedente orçamental consecutivo e de um sinal de rigor orçamental e preparação do país para crises.
O PSD descreveu esta quarta-feira como um dia historicamente importante para Portugal, destacando o rácio da dívida pública abaixo de 90% pela primeira vez em décadas e um excedente orçamental de 0,7%. O partido sublinha que estes resultados surgem apesar das perspetivas adversas.
O líder parlamentar do PSD afirmou que a redução do défice público contraria a ideia de que o país vive em austeridade, destacando cortes fiscais a empresas e famílias, bem como aumento do investimento público, de salários e de pensões. Apontou, ainda, o custo de não reconhecer os resultados.
Hugo Soares criticou a oposição, especialmente o PS, por não ter congratulado o Governo pelos dados orçamentais. Questionou a atitude de responsabilidade da oposição e afirmou que parabenizar o executivo não seria um mal, desde que haja sentido de Estado.
Perspectivas futuras e Orçamento Retificativo
Sobre a possibilidade de um Orçamento Retificativo, Soares disse que os números de 2025 não implicam, de imediato, alterações à execução de 2026. O Governo mantém a posição de avaliar necessidades da despesa pública e decidir, passo a passo, se haverá ajuste orçamental.
No parlamento, o CDS-PP reagiu de forma semelhante, qualificando o resultado como excelente para o país e para a maioria, ao celebrar o terceiro excedente orçamental consecutivo pela primeira vez na democracia portuguesa.
Paulo Núncio afirmou que o país está mais preparado para crises e que o excedente oferece espaço para responder a dificuldades atuais e possíveis muito antes do que seria possível com défice. Destacou o rigor orçamental como fundamento da credibilidade.
O INE confirmou, esta quarta-feira, que Portugal fechou 2025 com excedente orçamental de 0,7% do PIB, acima da previsão governamental de 0,3%. O saldo do setor das Administrações Públicas manteve-se positivo, em 0,7% do PIB no último trimestre.
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